Dados revelam ‘impressionante’ extensão do comércio ilegaloddsoddsodds sportprimatas:oddsoddsodds sport
- Matt McGrath
- Correspondenteoddsoddsodds sportmeio ambiente da BBC

Crédito, Getty Images
Nova baseoddsoddsodds sportdados sugere que 1.800 macacos foram apreendidosoddsoddsodds sportdez anos
oddsoddsodds sport Uma recém-criada baseoddsoddsodds sportdados sobre tráficooddsoddsodds sportanimais sugere uma grande subnotificaçãooddsoddsodds sportcasosoddsoddsodds sportcomércio ilegaloddsoddsodds sportprimatas.
Cercaoddsoddsodds sport1.800 orangotangos, chimpanzés e gorilas foram apreendidosoddsoddsodds sport23 países diferentes desde 2005, segundo os novos dados.
A nova base vem corrigir um problema antigo: cercaoddsoddsodds sport90% dos casosoddsoddsodds sportapreensõesoddsoddsodds sportmacacos não eram contabilizadosoddsoddsodds sportestatísticas internacionais por ocorrerem dentrooddsoddsodds sportfronteiras nacionais. Apenas as apreensõesoddsoddsodds sportrotas internacionais eram contabilizadas.
A novidade foi apresentada na conferência dos países que aderiram à Cites (siglaoddsoddsodds sportinglês da Convenção Internacional sobre o Comérciooddsoddsodds sportEspécies Ameaçadas da Fauna e da Flora), que está acontecendooddsoddsodds sportJohanesburgo, na África do Sul.
Dados incompletos
O trabalho apenas com registrosoddsoddsodds sportapreensões internacionais no Cites resultavaoddsoddsodds sportuma impressão enganosa, segundo especialistas.
A nova baseoddsoddsodds sportdados sobre apreensões retrata um cenário mais detalhado ao compilar registrosoddsoddsodds sportboa parte das apreensõesoddsoddsodds sportgrandes macacosoddsoddsodds sportsituação irregular desde 2005.
"É definitivamente um número impressionante, é maior do que esperávamos", disse Doug Cress, da organização Grasp (siglaoddsoddsodds sportinglêsoddsoddsodds sportParceria para a Sobrevivênciaoddsoddsodds sportGrandes Macacos), responsável pela baseoddsoddsodds sportdados.
"Descobrimos que têm ocorridooddsoddsodds sportmédia duas apreensões por semana no mundo. Isso pode parecer pouco, mas normalmente para cada chimpanzé apanhado vivo, entre cinco e dez são mortos no processo. No caso dos gorilas, são quatro para um", disse.

Crédito, ONU-GRASP
Em Bornéu e Sumatra, a derrubadaoddsoddsodds sportflorestas aumentou o tráficooddsoddsodds sportmacacos
Os orangotangos são,oddsoddsodds sportlonge, os mais capturados. Eles respondem por 67% das apreensões realizadas pelas autoridades.
Acredita-se que a destruição do habitat natural delesoddsoddsodds sportBornéu e Sumatra seja um dos fatores que mais influenciam essa estatística. A transformação das florestasoddsoddsodds sportplantações tem colaborado para que os orangotangos se tornem presas fáceis para contrabandistas.
De acordo com o levantamento, os chimpanzés representam um quartooddsoddsodds sporttodas as apreensões; os gorilas, 6%, e os bonobos, cercaoddsoddsodds sport3%.
Cress afirmou que o comércio ilegaloddsoddsodds sportmacacos é muito ativo e se baseia principalmente no transporteoddsoddsodds sportfilhotes.
"Eles são traficados por rotas rápidas - o que normalmente significa transporteoddsoddsodds sportbagagensoddsoddsodds sportmãooddsoddsodds sportaviões", disse Cress.
Alto valor
A Indonésia e a Malásia estão no topo da lista dos países onde mais ocorrem apreensões - especialmente devido aos orangotangos. Mas diversos entrepostosoddsoddsodds sportcontrabando começam a emergir na África Ocidental, especialmenteoddsoddsodds sportpaíses como Serra Leoa, Guiné e Camarões.
O que alimenta esse comércio são os altos pagamentos oferecidos pelos animais. Um chimpanzé pode ser vendido por somas entre US$ 25 mil e US$ 30 mil (R$ 80 mil a R$ 97 mil). Um gorila pode valer até US$ 45 mil (R$ 145 mil).
Mas, alémoddsoddsodds sportimpactar o bem-estar dos animais e a sobrevivênciaoddsoddsodds sportpopulações nativas, a atividade ilegal levanta preocupações também com a possível disseminaçãooddsoddsodds sportdoenças. Acredita-se que o HIV tenha se originadooddsoddsodds sportmacacos antesoddsoddsodds sportser transmitido a humanos.
Doug Cress diz acreditar que o novo métodooddsoddsodds sportcoleta e monitoramentooddsoddsodds sportdados vai ajudar no combate ao tráficooddsoddsodds sportanimais.
Segundo ele, a maioria das basesoddsoddsodds sportdados dos países tinha cercaoddsoddsodds sporttrês anosoddsoddsodds sportdefasagem. Por causa disso, não havia agilidade suficiente para informar autoridades internacionais.
Em teoria, com o novo bancooddsoddsodds sportdados será possível identificar tendências e informar a Interpol (polícia internacional) e os membros do Cites imediatamente.
A iniciativa foi feita pela Graspoddsoddsodds sportconjunto com o braço da ONUoddsoddsodds sportmonitoramento do meio ambiente (Unep-WCMC, na siglaoddsoddsodds sportinglês).







