'Nem li o Escola Sem Partido', diz Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro, pré-candidato do PSC, sobre projeto defendido pela legenda:ceará e atlético paranaense palpite
- Camilla Veras Mota
- Da BBC Brasilceará e atlético paranaense palpiteSão Paulo

Crédito, Fernando Frazão/Ag. Brasil
ceará e atlético paranaense palpite Há dois anos, o economista Paulo Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro, hoje com 69 anosceará e atlético paranaense palpiteidade, viu a carreira dar uma guinada. Em junhoceará e atlético paranaense palpite2016, convidado pelo presidente Michel Temer, tornou-se presidente do IBGE - seu primeiro cargoceará e atlético paranaense palpitegovernos, depoisceará e atlético paranaense palpiteanos tentando emplacar propostas na administração pública por meioceará e atlético paranaense palpiteiniciativas como o Movimento Brasil Eficiente e o Instituto Atlântico. Dez meses depois, assumiu a presidência do BNDES,ceará e atlético paranaense palpiteonde saiuceará e atlético paranaense palpitemarço deste ano para se filiar ao PSC, pelo qual é pré-candidato à Presidência.
Pouco conhecido dos eleitores, Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro não pontua nas pesquisasceará e atlético paranaense palpiteintençãoceará e atlético paranaense palpitevoto - mas participará dos debates na televisão, já que seu partido cumpre o pré-requisitoceará e atlético paranaense palpiteter pelo menos cinco congressistas.
Com mestrado e doutorado pela Universidadeceará e atlético paranaense palpiteChicago, celeiroceará e atlético paranaense palpitepensadores neoliberais, ele não segue exatamente a cartilha do liberalismo clássico.
Para solucionar o "desarranjo fiscal" do país, por exemplo, seu planoceará e atlético paranaense palpitegoverno prevê inicialmente um corte "emergencial" das despesasceará e atlético paranaense palpitecusteio (ligadas à máquina pública) no primeiro ano, mas um concomitante aumento do investimento público, para que o PIB cresça além dos cercaceará e atlético paranaense palpite2% previstos para 2018.
Ele é favorável a interferências "do coletivo sobre o individual", a depender dos "níveisceará e atlético paranaense palpitedesequilíbriosceará e atlético paranaense palpitecada sociedade", e afirma que o conceitoceará e atlético paranaense palpiteEstado mínimo é uma "bobagem".
"Nem mínimo nem máximo, ele tem que ser eficiente."
No campo dos costumes, Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro diz ser contra a descriminalização do aborto. É a favor da legislação atual que permite a união homoafetiva e diz não estar acompanhando a discussão sobre os projetosceará e atlético paranaense palpiteEscola Sem Partido, que,ceará e atlético paranaense palpitelinhas gerais, se opõem ao ensinoceará e atlético paranaense palpitetemas ligados à sexualidade nas escolas. Desde 2014, dezenasceará e atlético paranaense palpitepropostas nesse sentido têm sido apresentadas por anoceará e atlético paranaense palpiteâmbito municipal, estadual e federal, vários deles por correligionáriosceará e atlético paranaense palpiteRabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro. Questionado sobre uma delas, o PL 7180/2014, relatado na Câmara pelo deputado Flavinho (PSC-SP) eceará e atlético paranaense palpiteautoriaceará e atlético paranaense palpiteErivelton Santana (PSC-BA), ele afirma não ter lido o texto do PL e diz que irá "revê-lo".
"Minha obsessão, me desculpe, é outra. Nós, como coletividade, precisamos encontrar o nosso caminho. Um caminho com segurança nas ruas, com perspectiva nos empregos e com prosperidade na distribuição das oportunidades".
A seguir, trechos da entrevista concedida à BBC Brasil.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - O senhor tem uma longa carreira como economista, mas até então longe da política. Por que decidiu ser candidato?
ceará e atlético paranaense palpite Paulo Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - O motivo é platônico. Platão dizia que você vai pra política ou por dinheiro, ou pela glória ou por aborrecimentoceará e atlético paranaense palpitever que a coisa não anda. Parafraseando, é isso.
Foi por perceber que é o momentoceará e atlético paranaense palpitenão mais esperar que outros façam. A gente tem condiçãoceará e atlético paranaense palpitedizer: "Sei fazer melhor". O Brasil precisaceará e atlético paranaense palpitealguém para "pegar pra fazer" - e para entregar no prazo.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Na campanhaceará e atlético paranaense palpite2014 do PSC à Presidência, o pastor Everaldo defendeu uma espécieceará e atlético paranaense palpiteagenda econômica "ultraliberal". Quais serão as linhas guias do seu programa?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Do pontoceará e atlético paranaense palpitevista filosófico, a agenda levantada pelo pastor Everaldo é ainda a que nos inspira.
A escola liberal é insuperável. Você não poderia esperar outra afirmaçãoceará e atlético paranaense palpitequem foi aluno direto dos professores Milton Friedman, Gary Becker, Robert Lucas, T.W. Schultz (professores da Escolaceará e atlético paranaense palpiteChicago).
O que há no Brasil é uma grande confusão sobre como aplicar o liberalismo sem deixar ninguém para trás. O Brasil quer praticar uma forma tupiniquimceará e atlético paranaense palpiteliberalismo, que é o do 'eu sozinho'.
A nossa bandeira política é não deixar ninguém para trás, porque, antesceará e atlético paranaense palpitemais nada, o Brasil é uma coletividade.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - 'Não deixar ninguém para trás' se refere a que exatamente, medidasceará e atlético paranaense palpiteredistribuiçãoceará e atlético paranaense palpiterenda?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Não,ceará e atlético paranaense palpitemedidasceará e atlético paranaense palpitedistribuiçãoceará e atlético paranaense palpitecapital. A diferença da nossa bandeiraceará e atlético paranaense palpiterelação ao distributivismo keynesiano é que nós não estamos tão fixados no compartilhamentoceará e atlético paranaense palpitefluxos orçamentários - Bolsa Família, assistência social previdenciária -, mas uma forma muito mais avançadaceará e atlético paranaense palpiteempoderamento da sociedade.
E isso é possível sem tirar capitalceará e atlético paranaense palpiteninguém, porque uma economia que se torna criativa por meioceará e atlético paranaense palpitepolíticas públicas bem formuladas gera valor. E esse valor que está sendo gerado se propagaceará e atlético paranaense palpitebenefício tantoceará e atlético paranaense palpitequem já tem capital como quem passa a tê-lo.
Um exemplo que está na literatura é a capitalização da Previdência Social, que, na nossa proposta, tem uma configuração muito mais ampla do que simplesmente estabelecer uma conta individualceará e atlético paranaense palpitePrevidência.

Crédito, José Cruz/Ag. Brasil
Os cargos à frente do IBGE e do BNDES na gestão Temer foram os primeirosceará e atlético paranaense palpitegovernos do economista
Significa criar um contextoceará e atlético paranaense palpitevalorização do capital das empresas estataisceará e atlético paranaense palpiteforma que elas possam, no passo seguinte, pertencendo a um fundo social previdenciário, serem então geridas ou até eventualmente alienadas pelo máximo valor que elas podem obter.
Ou seja, você acaba, eventualmente, na privatização que muita gente defende - e que o pastor Everaldo, por exemplo, defendia -, só que com um processoceará e atlético paranaense palpitecapturaceará e atlético paranaense palpitevalor que a privatização "a frio" eventualmente não consegue obter.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - O que o senhor está defendendo é que o processoceará e atlético paranaense palpiteprivatização das estatais financie a transformação da previdênciaceará e atlético paranaense palpiteum regimeceará e atlético paranaense palpitecapitalização?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - E ao mesmo tempo um processoceará e atlético paranaense palpiteempoderamento da sociedade, com aceará e atlético paranaense palpitecapitalização.
Nós vamos ajudar a mitigar esse processo que é quase natural nas sociedades contemporâneas, que é essa força que tende a concentrar capital.
A grande política social do Paulo Rabello será a políticaceará e atlético paranaense palpiteemprego para todos. Com isso nós entramos num outro aspecto, que é o grande arco das nossas 20 metas, que giramceará e atlético paranaense palpitetornoceará e atlético paranaense palpiteempregos eceará e atlético paranaense palpiteempoderamento da sociedade.
Se você cresce 2%, não está absorvendo aquela massaceará e atlético paranaense palpitedesempregados. Se você cresce a 4%, ainda não tá oportunizando (sic) tanto quanto o país mereceria.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Como criar "emprego para todos" quando, neste momentoceará e atlético paranaense palpiterecuperação da economia, o país tem grande dificuldade para criar vagas?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Neste momento nós estamos na pior das situações, mas ela não precisa ser assim. Aí já é decorrenteceará e atlético paranaense palpiteuma outra meta e um outro subtema, que é o desarranjo fiscal estrutural do país.
Nisso acho que os economistas da maior parte das pré-candidaturas têm um consenso quanto ao diagnóstico, mas acho que nós temos mais organizado que qualquer outro candidato a questão da superação.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Que seria...?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Primeiro, é preciso atacar a questãoceará e atlético paranaense palpiteforma emergencial, através do que nós chamamosceará e atlético paranaense palpite"limitadoresceará e atlético paranaense palpitedespesaceará e atlético paranaense palpitecusteio".
Nós ainda estamos atualizando as contas, mas até o momento o número denotava a necessidadeceará e atlético paranaense palpiteum corte da despesa da ordemceará e atlético paranaense palpite9,5% no primeiro ano, por isso que a gente chamaceará e atlético paranaense palpiteemergencial.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Mas esse não seria um remédio recessivo, indo no sentido contrário do crescimento econômico indutor da geraçãoceará e atlético paranaense palpiteemprego ao qual o senhor fez referência?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Não,ceará e atlético paranaense palpiteforma nenhuma, porque o efeito das expectativas quanto às vantagens do ajuste são tão superiores que nós temos imediatamente uma deflagraçãoceará e atlético paranaense palpiteinvestimentos no setor privados que mais do que compensarão essa diminuição do gasto do custeio propriamente dito.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - A gente vemceará e atlético paranaense palpiteanosceará e atlético paranaense palpitecorteceará e atlético paranaense palpitedespesa, com reflexo inclusive sobre os investimentos, e a equipe econômica fala que não há muito mais espaço para corte.
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Você acabouceará e atlético paranaense palpitedizer tudo. Nós identificamos a necessidadeceará e atlético paranaense palpiteexcetuar a despesaceará e atlético paranaense palpiteinvestimento. A limitaçãoceará e atlético paranaense palpitedespesa tem que ser do custeio.
Houve um equívoco (no ajuste implementado pelos governos anteriores), e isso é pouco abordado. A despesaceará e atlético paranaense palpiteinvestimento é pra aumentar desde o primeiro ano, deflagrando obrasceará e atlético paranaense palpiteinfraestruturaceará e atlético paranaense palpitemodo imediato.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - E o senhor acredita que há espaço no Orçamento para aumentar investimentos e fazer o ajuste ao mesmo tempo?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Não só no Orçamento, como terá espaço na política. Como se exige legitimidade para a execução desse tipoceará e atlético paranaense palpitetratamento, apenas os milhõesceará e atlético paranaense palpitevotos que serão depositados na urna para legitimar esse programaceará e atlético paranaense palpite20 metas é que farão com que a gente, no dia seguinte à posse, inicie o processoceará e atlético paranaense palpiteajuste.
E posso avisar: não vai doer nada. Porque o país vai crescer mais, vai sair dos 2%, 5% é pouco.

Crédito, USP Imagens
O economista defende uma revisão da tabela do SUS, inclusive para pagar mais por procedimentos que hoje seriam subpagos, como os cirúrgicos
Depois da fase emergencial (do plano para recuperação do "desarranjo fiscal") vem a fase estrutural: recondicionar a máquina pública para fazer mais com menos.
Nós precisamos fazer uma avaliaçãoceará e atlético paranaense palpiteprogramas, projetos e açõesceará e atlético paranaense palpitegoverno. Mesmo que sejam programas clássicos - por que ninguém vai extinguir o SUS, só pra dar um exemplo bem absurdo.
O SUS vai ficarceará e atlético paranaense palpitequalquer hipótese. Mas qual SUS? Onde está a análise da eficiência do SUS? Ao fazer esse exercício, sem nenhum espíritoceará e atlético paranaense palpite"tesoura",ceará e atlético paranaense palpitesair cortando por cortar... talvez até reforçando determinadas práticas - porque, por exemplo, a gente sabe que os procedimentos cirúrgicos do SUS são subpagos.
Temos que revisitar a tabela do SUS, e isso não é gastar menos, é gastar mais. Mas talvez a gente tenha menos procedimentos. Ao visitar criticamente cada atividade a gente pode descobrir algo brilhante: fazer mais com menos.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - As propostas do senhor não parecem se encaixar no Estado mínimo do liberalismo clássico.
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - O tamanho do Estado é o que faça sentido quando se faz conta. O ônus da provaceará e atlético paranaense palpiteque o Estado mínimo existeceará e atlético paranaense palpitealgum lugar cabe a quem emite esse conceito, chamado conceito bobagem.
O conceitoceará e atlético paranaense palpitemínimo depende das circunstânciasceará e atlético paranaense palpiteque cada sociedade se encontre, o nívelceará e atlético paranaense palpitedesequilíbrios iniciais dessas sociedades, que exigem uma interferência do coletivo sobre o individual.
Nem mínimo nem máximo, ele tem que ser eficiente.
(Com as medidasceará e atlético paranaense palpitesimplificação tributária e a reforma fiscal estrutural) nós vamos devolver provavelmente no quarto ano um cheque para todos os contribuintes com o excessoceará e atlético paranaense palpitearrecadação verificada.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - É mesmo?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Eu acho que sim. Essa é quase uma ideia obsessiva da minha parte. Quer Estado mínimo mais mínimo que esse?
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - E quanto às privatizações?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Nós temos que reduzir radicalmente as ações do Estado enquanto ente públicoceará e atlético paranaense palpitequalquer açãoceará e atlético paranaense palpitecunho empresarial. As açõesceará e atlético paranaense palpitecunho empresarial têm que ser tocadas por empresários. A Petrobras é uma dessas, a Eletrobras é outra.

Crédito, Amanda Oliveira/GOVBA
Decisão do BNDESceará e atlético paranaense palpitecomprar participaçãoceará e atlético paranaense palpiteempresasceará e atlético paranaense palpitepapel e celulose durante a criseceará e atlético paranaense palpite2018 foi 'solução ótima', diz Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro
Mas privatização não é só um assunto único da permanência ou da saída da ação do Estadoceará e atlético paranaense palpiteuma área empresarial.
Quando o BNDES entra via BNDESParceará e atlético paranaense palpiteuma atividade empresarial tipicamente privada, como foi o caso do setorceará e atlético paranaense palpitepapel e celulose durante a criseceará e atlético paranaense palpite2008, que quase que desmonta todo o setor... A soluçãoceará e atlético paranaense palpitemercado não seria a solução ótima. O fato é que a solução ótima era entrar fazendo um colchãoceará e atlético paranaense palpiteproteção a uma empresa que estruturalmente era boa e que precisavaceará e atlético paranaense palpiteum recondicionamento financeiro, que foi o que o BNDES fez.
De que me adiantava deixar quebrar essas empresas? Hoje esse segmento é um campeão mundial, um giganteceará e atlético paranaense palpiteeficiência.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Essa é uma defesa da política dos campeões nacionais?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Políticaceará e atlético paranaense palpitecampeão nacional não tem que ser abolida como um nome. Isso é uma outra bobagem. O que houve, na realidade, foi a pré-seleçãoceará e atlético paranaense palpitealguns segmentos que o antigo governo queria estimular por serem segmentos críticos, e o fez.
Juscelino (Kubitschek) também fez. Não era políticaceará e atlético paranaense palpitecampeões nacionais, masceará e atlético paranaense palpitesetores críticos. Ele elegeu energia e transporte, acho que escolheu bem. O governo anterior elegeu setorceará e atlético paranaense palpitecarnes,ceará e atlético paranaense palpitebensceará e atlético paranaense palpitecapital, o setorceará e atlético paranaense palpitesoftware,ceará e atlético paranaense palpitesemicondutores.
Agora me pergunta: você gostaceará e atlético paranaense palpitepré-selecionar segmentos? O nosso programa seleciona segmento algum, eu não acredito nisso. Mas eu não sou burroceará e atlético paranaense palpitetentar estigmatizar uma política feita no passado só porque tem um nome, e jogar fora um campeão. A gente fica sem campeão nenhum.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Como o senhor avalia a gestão do presidente Temer?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Ela é iminentementeceará e atlético paranaense palpitetransição, como foi a gestão Castello Branco. Ela é muito maisceará e atlético paranaense palpitetransição e, nesse sentido, reformista. Mesmo assim, estabilizou a economia, para sair da recessão mais grave da história.
Eu não cobraria do presidente Temer o eixoceará e atlético paranaense palpitecrescimento.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Como ex-membro do governo Temer, vai defender seu "legado" na campanha?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Se eu souber o que é o legado eu posso até falar dele, positivamente. Qual é o legado?
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Meirelles e Temer têm falado da estabilização da economia.
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - O legado é aquele que eu acabeiceará e atlético paranaense palpitefalar, portanto, não cabe a pergunta. Eu acabeiceará e atlético paranaense palpitedizer que o presidente Temer deixa uma obra reformista muito razoável, ponto. Tem a Lei das Estatais, tem uma primeira abordagem trabalhista que precisa ser muito aperfeiçoada, mas que já foi um passo importante. E vai deixar também vários pensamentos sobre a parte previdenciária.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - O PSC é conhecido por seu conservadorismo social, é um dos partidos da bancada evangélica na Câmara. O senhor é religioso?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Sim, sou. Católico.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Qualceará e atlético paranaense palpiteposiçãoceará e atlético paranaense palpiterelação a temas polêmicos como a descriminalização do aborto?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - O aborto não é uma questão polêmica. É uma questão polêmica pra cada mulher que se vê nessa delicada situação e que, por ser delicada, tem que ser respeitada comoceará e atlético paranaense palpiteforo íntimo.
O Estado brasileiro, porém, tem que ter uma posição que é uma espécieceará e atlético paranaense palpitenorte, para apoiar as mulheres da melhor forma possível numa determinada direção. E essa determinada direção tem que ser sempre, a meu ver,ceará e atlético paranaense palpitefavor da vida. Foi assim que eu aprendi da minha mãe, que tem 99 anos.
Se (a mulher) não for adequadamente preparada, a tendência dela é fraquejar. É não querer enfrentar a realidade às vezes inconveniente daquela nova vida que surge. É papel do Estado valorizar aquela vida. Eu sou muito favorável que a gente esteja no nível da legislação atual.
A formação que eu dei pras minhas filhas foi aceará e atlético paranaense palpiteenfrentar a vida que vem. Do pontoceará e atlético paranaense palpitevista do coletivo, eu como estadista preciso ter genteceará e atlético paranaense palpitecasa. A família brasileira tem que crescer. Não tem outro jeito: só as mulheres podem, neste caso, fazer essa políticaceará e atlético paranaense palpiteEstado, que é ter filhos.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Quanto à união civil homoafetiva, o senhor também é favorável à legislação atual, que a regulamentou?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Acho que tá mais que bem equilibrado isso. Nós não temos que nos fixar mais uma vez nas opçõesceará e atlético paranaense palpitecada indivíduo, que, como o nome diz, são afetivas. O Estado brasileiro vai se propor a controlar o afeto das pessoas?
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Nesse sentido, como o senhor vê a proposta da Escola Sem Partido, projetoceará e atlético paranaense palpitelei relatadoceará e atlético paranaense palpitecomissão especial na Câmara por um correligionário seu?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Não sei nem quem é, pra você ter uma ideia.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Deputado Flavinho (SP).
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Escola sem partido é uma reação a uma escola com partido. Uma releitura meio que desatenta da história do Brasil, por exemplo,ceará e atlético paranaense palpiteque alguns personagens que tinham destaque positivo passaram a ter um tratamento polêmico.
Isso tudo tem que ser tratado com muito cuidado, é a mesma coisa que rever a história dos nossos pais.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Além da suposta doutrinação política, o projeto também se insurge contra uma suposta doutrinação sexual, proibindo o usoceará e atlético paranaense palpitepalavras como "gênero" e expressões como "orientação sexual".
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Mais um estresseceará e atlético paranaense palpiteuma sociedade que está muito sexualizada. Que tal deixar esse negócio pra cada um resolver no seu foro íntimo com absoluta liberdade?
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - O senhor então apoia a proposta?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Nem li. Vou rever. O fatoceará e atlético paranaense palpiteserceará e atlético paranaense palpitealguém lá (do partido), é uma liberdade também. Eu sou um liberal.
Ele tá polemizando uma coisa que já estava polemizada antes, fim. Ele tá contrapolemizando.
Minha obsessão, me desculpe, é outra. Nós, como coletividade, precisamos encontrar o nosso caminho. Um caminho com segurança nas ruas, com perspectiva nos empregos e com prosperidade na distribuição das oportunidades da massa do capital e ficarmos bastante ricos. Pra mim, me interessa o gênero rico. Rico, todo mundo, se possível. Mesmo o mais pobrezinho, algo rico. No mínimo ricoceará e atlético paranaense palpiteperspectiva.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - No palanque da Força Sindical no último 1ºceará e atlético paranaense palpitemaio, o senhor afirmou: "Os partidos políticos estão acabados. As instituições estão corrompidas e corroídas". O PSC nasceu com os partidos que surgiram na redemocratização e sempre compôs as alianças que caracterizam a "política tradicional". Ele não seria um desses partidos ao qual o senhor se referia?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - É. Como eu fiz um improviso, você tá pegando aí uma fala que eu fico feliz que alguém gravou, que já é uma grande coisa. Ao pegar o mote do prédio Wilton (Paesceará e atlético paranaense palpiteAlmeida, que pegou fogo e ruiu no centroceará e atlético paranaense palpiteSão Paulo), que acabaraceará e atlético paranaense palpitedesabar, fiz uma imagem forte, porque ali, falando com 500 mil pessoas ao mesmo tempo, tinha que dar uma imagem forteceará e atlético paranaense palpiteuma república que está desabada.

Crédito, Fernando Frazão/Ag. Brasil
Mas há um processoceará e atlético paranaense palpitereconstrução e uma agendaceará e atlético paranaense palpitesuperação dessa perdaceará e atlético paranaense palpiterumo. Ao dizer isso, disse, até certo ponto, das instituições. Mas foi algo geral, que falei também como autocrítica. Os partidos refletem essa faltaceará e atlético paranaense palpiterumo.
O PSC tá fazendo o possível pra manter esse compromisso (de superação). Não caberia lá naquele discurso eu ressalvar: "Todos, menos o meu partido!". Mas eu acho que, se for pra ressalvar, ressalvo que o PSC é um desses que tem se mantido uma linha programática bastante adequada.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Como o partido vê a acusação, dentro do âmbito da Lava Jato, contra o pastor Everaldo,ceará e atlético paranaense palpiteter recebido R$ 6 milhões da Odebrecht nas eleiçõesceará e atlético paranaense palpite2014?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - O partido nem acompanha isso, porque essa é uma questãoceará e atlético paranaense palpiteforo pessoal e que está muito bem cuidada. Pelo que sabemos, trata-se apenasceará e atlético paranaense palpiteuma investigação, e investigados somos muitos.
O Brasil inteiro, praticamente, está sendo investigado. Quem fez alguma coisa relevante no Brasil hoje é passívelceará e atlético paranaense palpiteuma investigação. Nós temos que ser muito cuidadososceará e atlético paranaense palpiterelação a esse arrolamentoceará e atlético paranaense palpitepessoas.
ceará e atlético paranaense palpite BBC Brasil - Como o senhor responde a críticas como aceará e atlético paranaense palpitePersio Arida (conselheiro econômico da campanhaceará e atlético paranaense palpiteGeraldo Alckmin),ceará e atlético paranaense palpiteque o senhor usou os cargos públicos no IBGE e no BNDES "como escada para suas pretensões eleitorais"?
ceará e atlético paranaense palpite Rabelloceará e atlético paranaense palpiteCastro - Só falta ele dizer que eu usei recursos financeiros dessas instituições pra,ceará e atlético paranaense palpitealguma forma, lançar o nome do Paulo Rabello. Isso é ciúmeceará e atlético paranaense palpiteeconomista. Na realidade, todo profissional que realiza um bom trabalho acaba sendo visualizadoceará e atlético paranaense palpitealguma maneira.
No IBGE, ao realizar um censo agro(pecuário) que tinha tudo pra não sair, que foi um verdadeiro milagre pra sair... e toda a reformulação tecnológica do instituto, isso tudo nós fizemosceará e atlético paranaense palpitedez meses. Foram as minhas realizações que me alavancaram, e não a minha presença lá.









