Lucas Mendes: Por favor, me apalpem:roleta ao vivo
Pelos sinais que vêm do tribunal, a juíza vai dar uma apalpada legal no prefeito e na polícia. Ferro neles.
O número pessoas abordadas que são presas ou multadas por algum crime não chega a 10%. A juíza ironizou o "faro" dos policiais que apalpam 90% inutilmente.
O índiceroleta ao vivohomicídiosroleta ao vivoNova York cai tanto que deixouroleta ao vivoser notícia. Uma injustiça. Do ano passado para cá, neste primeiro semestre, a queda foiroleta ao vivo25%, e hoje estamos a menosroleta ao vivouma morte por dia. Pré 1950.
A polícia atribui a redução a uma supervisão mais intensaroleta ao vivoparceiros agressivos e a um novo métodoroleta ao vivolidar com crimes entre as gangues. Mas numa perspectiva mais longa,roleta ao vivodez anos, a lei do Stop and Frisk, Parar e Apalpar,roleta ao vivo2002, na versão do prefeito e do cheferoleta ao vivopolícia, foi uma das principais responsáveis pela redução do crimeroleta ao vivoNova York.
O chefe usa dois números. Na década anterior ao prefeito Bloomberg e ao "Parar e Apalpar", 12 mil pessoas foram assassinadas na cidade. Desde a posse do prefeito, o número caiu para 5 mil.
Os jornais, entre eles o New York Times, colocaram os contadores para conferir e revelaram que, por causa das críticas, o númeroroleta ao vivoapalpadas do ano passado para cá caiu 25% e o númeroroleta ao vivocrimes caiu exatamente na mesma proporção. Menos revistas, menos crimes. Como o prefeito e o cheferoleta ao vivopolícia explicam esta coincidência?
Eles dizem que quando muitos bandidos sabem que podem ser abordados deixam as armasroleta ao vivocasa. Maisroleta ao vivo8 mil armas foram confiscadasroleta ao vivodez anos. Quantos crimes foram evitados? Ninguém sabe.
A questão racial é complicada. A grande maioria dos parados e apalpados são negros e latinos nos bairros onde o índiceroleta ao vivocrimes é mais alto. Eles cometem maisroleta ao vivo90% dos crimes na cidade e maisroleta ao vivo90% das vítimas são negros e latinos.
Mas, como observou a juíza, 90% são abordados inutilmente.
Resposta do chefe Kelly: "Os negros representam 23% da população da cidade. Devemos abordar só 23% dos negros? Os homens são 50% da população e responsáveis por 90% dos crimes. Devemos, pela lógica das percentagens, abordar só 50% dos homens?"
Os brancos cometem 6% dos crimes e representam 13% dos apalpados. O prefeito diz que os brancos têm mais motivos para protestar porque são proporcionalmente duas vezes mais abordados do que os negros e os latinos.
Por lei, cada abordagem da polícia e todos os contatos com a população são cadastrados, até informações para turistas.
Com uma eleição pela frente, os números viraram parte do futebol político. A Câmara dos Vereadores atropelou o prefeito com duas leis. Uma propõe a criaçãoroleta ao vivoum supervisor acima do cheferoleta ao vivopolícia e outra autoriza os abordados a processar a cidade. Vão castrar a apalpação.
Bloomberg prometeu vetar as duas leis e, se perder, vai investir milhões - ele tem bilhões- nas campanhas pró apalpadores.
Pela porcentagemroleta ao vivocrime por mil habitantes, Nova York é quatro vezes mais segura do que Oslo e duas vezes mais do que Copenhagem. Deve ser manipulação estatística, mas nunca me senti tão seguro numa cidade.
Todas as vezes que viajo entro numa fila, tiro sapato, o cinto, esvazio os bolsos, disparo o alarme e sou apalpado. Qual o problemaroleta ao vivoser apalpado na rua? Por favor, seu guarda, apalpe. Por favor, outra vez.
roleta ao vivo Quiz
Entre as quarenta cidades mais violentas do mundo, quantas são brasileiras?
Entre elas, qual a campeã?
Quantas mexicanas e quantas americanas estão entre as quarenta?
roleta ao vivo Resposta: O Brasil lidera com 13 cidades. O México vemroleta ao vivosegundo com 10. Os Estados Unidos têm três e não estão entre as dez primeiras.
San Pedroroleta ao vivoSulla,roleta ao vivoHonduras, apareceroleta ao vivoprimeiro lugar. Juarez, no Méxicoroleta ao vivosegundo, e Maceió,roleta ao vivoterceiro.








