‘Como perdi emprego e transformei minha vida após xingar chefe durante bebedeira’:bet club 7

Crédito, Arquivo Pessoal
Embora ele aponte que o consumobet club 7álcool ou outras drogas não foi o motivo direto da demissão, foi sob efeito dessas substâncias que mandou o email, durante suas férias. "Achei que a empresa tomou uma atitude completamente equivocada e acabei, por conta disso, nominando as pessoas que tomaram essa decisão", diz. "Quando escrevi o email, eu estava só bêbado. O que me deu coragem para apertar o enviar foi o usobet club 7droga."
Foi depois da demissão que Perossi foi internado e diz que teve oportunidadebet club 7fazer um balanço. "Precisou dessa perda gritante na minha vida, que era a única coisa que me dava alguma segurança. Até então, como eu trabalhava, achava que não tinha problema. Mas todo o restante da minha vida estavabet club 7frangalhos — relação com a minha família, com meus amigos, com o dinheiro."
A empreitadabet club 7Perossi começoubet club 72020, junto com a pandemia do coronavírus — momentobet club 7que, para muitos, significou o aumento do consumobet club 7álcool.

bet club 7 Consumobet club 7álcool e a pandemiabet club 7coronavírus
Alémbet club 7ser usado para socialização, o álcool é buscado por algumas pessoas para lidar com emoções difíceis, aponta a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
"À medida que os índicesbet club 7ansiedade, medo, depressão, tédio e incerteza passaram a ser mais comumente notificados durante a pandemia, o consumobet club 7álcool também aumentou, apesar do fechamentobet club 7estabelecimentos licenciados", aponta relatório da Opas feitobet club 72020.
Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistadosbet club 730 a 39 anos responderam que aumentaram a frequência do "beber pesado episódico" (consumobet club 7maisbet club 760 gramasbet club 7álcool purobet club 7pelo menos uma ocasião durante os últimos 30 dias) na pandemia, enquanto menosbet club 730% disseram que diminuíram.
A pesquisa mostra que o crescimento na frequência do consumobet club 7bebidas alcoólicas foi mais comum entre pessoasbet club 7rendas mais altas. Além disso, a presençabet club 7quadros gravesbet club 7ansiedade aumentoubet club 773% a chancebet club 7maior frequência no consumobet club 7álcool.
"Apesar dos altos níveisbet club 7beber pesado episódico e dos riscosbet club 7saúde associados, a maioria das pessoas não procuram ajuda, e uma pequena proporção tenta parar por conta própria", diz a Opas.

Perossi, no entanto, diz que, na experiência dele, o isolamento gerado pela pandemia inicialmente ajudou no processobet club 7recuperação.
"Assim que eu saí da internação,bet club 7abrilbet club 72020, parecia uma distopia, tudo fechado. Nesse ponto, a pandemia me ajudou bastante a conseguir me afastar daquilo que, naquele momento, logo após a internação, seria muito difícil."
Ele diz que seguiu o tratamento com focobet club 7terapia, exercícios e apoiobet club 7amigos e família. Alémbet club 7banir o consumobet club 7álcool e outras drogas, também perdeu 60kg — depoisbet club 7anos lidando com a obesidade e tendo chegado a pesar 147kg.
Em agostobet club 72020, Perossi conseguiu ser recontratado na mesma empresa, com a mesma função. E esta foi, segundo ele, peça fundamental no processobet club 7recuperação.
"Eu me coloqueibet club 7risco, porque saí quase todo dia para ir trabalhar, pegando o transporte público — ônibus, trem, metrô. Apesar disso, foi algo que me ajudou porque sabia que eu não estava preso dentrobet club 7casa", diz. "Quando retornei para o trabalho, as coisas ficaram mais tranquilas".
E o chefe? "As coisas no trabalho mudaram completamente — hoje, sou muito bem visto. O próprio diretor que me demitiu depois me elogiou."
'Sempre gostei muitobet club 7perder o controle'

Crédito, Getty Images
Perossi tinha 16 anos na primeira vez que bebeu,bet club 7uma festa durante o ensino médio, e diz que entroubet club 7coma alcoólico. "Sempre gostei muitobet club 7perder o controle. Desde a primeira vez, toda vez que eu bebia, eu já não gostava sóbet club 7ficar bebendo um pouco."
As drogas, ele diz, eram uma formabet club 7"preencher um vazio". "O álcool me abriu a porta para sentir coisas que eu não sentia, até então, que me fizeram muito bem, porque eu gostavabet club 7ficar daquele jeito, alterado. Mas depois fui buscando cada vez mais outras sensações, que aí foram nas drogas ilícitas que encontrei."
"O álcool me dava uma sensaçãobet club 7felicidade que normalmente eu não sentia. Mas o que eu pude perceber, agora que estou sem álcool e sem drogas, é que esse estadobet club 7felicidade a gente pode construir — com meditações, terapia, conversa. Só que o álcool e as drogas trazem uma coisa que é imediata. Hoje, vejo que era falso, porque eu estava tentando modificar minha realidade a partirbet club 7algo externo, e nãobet club 7algo interno."
O mais difícil, ele diz, foi aceitar que tinha perdido o controle. "Isto que é o louco da dependência química: você precisa estar sóbrio para conseguir perceber essas coisas."
Um dos motivos, ele diz, é a crençabet club 7que existe um perfilbet club 7dependente do álcool. "Aquele senhor que abre a porta do bar, que tem o bigode amarelo, que só anda cambaleando, sujo, que tá com o pé inchado."
"Na verdade, tem mulheres, homens, tem jovens, tem velhos, tem gordo, tem magro, tem rico, tem pobre — é uma doença que não escolhe. Tem pessoas que vão ter predisposição para ser dependente químico. Tem pessoas que vão continuar bebendo todos os dias aquela latinhabet club 7cerveja depois que sai do trabalho e aquilo lá tá perfeito pra ela."
"Isto é algo que seria bom as pessoas saberem: a dependência não tem rosto, não tem cor, não tem classe social. Ela ocorre para qualquer pessoa."
Foi só depoisbet club 7entender que tinha uma "doença progressiva, incurável e fatal" que Perossi conseguiu recomeçar. "Agora, eu quero mostrar para outras pessoas que é possível, com ajuda e com esforço. Tenho estado muito, muito feliz nesse períodobet club 7recuperação."
"Às vezes, não acredito que tá acontecendo tudo isso na minha vida. Antes, meu único interesse era morrer", diz. "Durante muito tempo, quando eu acordava, eu falava: 'não acredito, tô vivo'. Não queria estar vivo." Por isso, ele aponta que dependência química "não é casobet club 7polícia, é casobet club 7saúde pública".
"E a sociedade, infelizmente, vê o alcoolismo e o usobet club 7drogas como coisabet club 7vagabundo, como coisabet club 7quem não tem o que fazer. E eu sou prova que não é doençabet club 7vagabundo, porque eu estava trabalhando", diz. "Provavelmente, se eu tivesse sido preso por qualquer coisa que eu fiz, como dirigir bêbado, ou com droga no carro, não estaria sóbrio hoje."

Crédito, Arquivo Pessoal
Agora, Perossi diz que enfim "a vida está boa". "Tô numa sensação meio quebet club 7plenitude — óbvio que tem um montebet club 7problema, um montebet club 7coisa que ainda me afeta, mas pelo fatobet club 7estar sóbrio,bet club 7estar vivendo uma vida completamente diferente daquilo que eu vivi até então, apesar dos problemas, eu estou conseguindo lidar com eles, entendeu? Eu não preciso mais me entorpecer para lidar com os problemas."
"Vale a pena estar tá vivo, tá gostoso, eu tô muito feliz. É bem da hora."

Buscando ajuda
No Brasil, os Centrosbet club 7Atenção Psicossocial (Caps) AD (Álcool e Drogas) promovem atendimento a pessoasbet club 7todas as faixas etárias e são especializadosbet club 7transtornos pelo usobet club 7álcool e outras drogas.
Os Caps geralmente trabalham com atendimentos sem necessidadebet club 7agendamento prévio ou encaminhamento, com acolhimento e tratamento multiprofissional aos usuários. O usuário que procura o Caps é acolhido e participa da elaboraçãobet club 7um projeto terapêutico singular específico para suas necessidades e demandas, segundo o governo.
Também existem, no Brasil ebet club 7outros países, os chamados gruposbet club 7ajuda mútua,bet club 7que pessoas que vivem situaçõesbet club 7comum se reúnembet club 7grupos anônimos para refletir sobre suas dificuldades e encontrar formasbet club 7resolvê-las.

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