Debate político ofusca desastre humano na Síria:bet365 jogos virtuais

E enquanto as principais potências mundiais debatem o destino das armas químicas sírias, organizações e analistasbet365 jogos virtuaisdireitos humanos lamentam que pouca atenção seja dedicada também à questão humanitária no país.
"Não creio que as discussões correntes façam grande diferença (para a questão humanitária), porque estão focadas unicamente na questão das armas químicas", disse à BBC Brasil um porta-voz da Human Rights Watchbet365 jogos virtuaisNova York, Philippe Bolopion.
"Aplaudimos os esforços para garantir que a Síria não volte a usar armas químicas contrabet365 jogos virtuaisprópria população, mas eles não mudam nadabet365 jogos virtuaisrelação às maisbet365 jogos virtuais100 mil mortes que já foram causadas no conflito."
Questionado sobre se o adiamento da ação militarbet365 jogos virtuaisfavor da opção diplomática poderia recolocar as necessidades da população civil como uma preocupação central, Bolopion expressou ceticismo.
"Quisera eu que assim fosse", disse o porta-voz. "Mas a questão das armas químicas já é um tema demasiado complexo e divisivo, e se acrescentarmos a dimensão humanitária à discussão corremos o riscobet365 jogos virtuaisfazer com que a Rússia dê um passo atrás nabet365 jogos virtuaisprópria proposta."
Debate precário
A brevidade do debate sobre os refugiados ficou evidente no conjuntobet365 jogos virtuaisargumentos que o presidente Barack Obama reuniu na terça-feira à noite para tentar convencer o cidadão comum a não descartar a opção militar por enquanto.
"Resisti aos pedidosbet365 jogos virtuaisação militar (na Síria) porque não podemos resolver o problema alheio à força, particularmente depoisbet365 jogos virtuaisuma décadabet365 jogos virtuaisIraque e Afeganistão", disse Obama.
"A situação mudou profundamente nas primeiras horasbet365 jogos virtuais21bet365 jogos virtuaisagosto, quando maisbet365 jogos virtuaismil sírios – incluindo centenasbet365 jogos virtuaiscrianças – foram mortas por armas químicas lançadas pelo governo (do presidente Bashar al) Assad."
Apesar da menção aos civis sírios, a explicação do presidente caminhou para falar do risco da proliferação das armasbet365 jogos virtuaisquímicas – que não fazem distinção entre civis e militares – não para as vidas sírias, mas para asbet365 jogos virtuaisamericanos e seus aliados.
"O que aconteceu àquelas pessoas – e àquelas crianças – não é apenas uma violação do direito internacional: é também um perigo para a nossa segurança", argumentou Obama.
"Com o tempo, nossas tropas podem enfrentar o prospectobet365 jogos virtuaisuma guerra química nos camposbet365 jogos virtuaisbatalha. Ficaria mais fácil para organizações terroristas obter estas armas e usá-las contra civis. Se o conflito extrapolar as fronteiras da Síria, estas armas podem ameaçar os nossos aliados na região."
Interessesbet365 jogos virtuaisquem
É compreensível que o presidente, ao se dirigir ao eleitorado doméstico, enfatize os interessesbet365 jogos virtuaisseu país ao defender uma intervenção mais direta na Síria.
No entanto, mesmobet365 jogos virtuaisoutros contextos, a faltabet365 jogos virtuaisum plano contido na proposta americana para reduzir o impacto humanitário da ação militar é uma das críticas levantadas por ONGs.
Além da questão do financiamento, organizaçõesbet365 jogos virtuaisassistência humanitária se queixam da faltabet365 jogos virtuaiscooperação do governo Síriobet365 jogos virtuaispermitir o acesso a áreas onde a população carecebet365 jogos virtuaisnecessidades básicas, como alimentos, medicamentos e combustível.
Segundo a Human Rights Watch, 2,8 milhõesbet365 jogos virtuaissírios dentro do país vivembet365 jogos virtuaissituaçãobet365 jogos virtuaisrisco à vida por faltabet365 jogos virtuaisassistência, ainda que a ajuda esteja, nas palavrasbet365 jogos virtuaisBolodion, "a alguns quilômetrosbet365 jogos virtuaisdistância", nas fronteiras dos países vizinhos.
Nesta quarta-feira, a Comissão da ONU criadabet365 jogos virtuais2011 para monitorar a questão dos direitos humanos no país apresentou um relatóriobet365 jogos virtuaisque acusa ambos os lados do conflito síriobet365 jogos virtuaiscometer crimesbet365 jogos virtuaisguerra e contra a humanidade.
Do lado do governo, a comissão recolheu acusaçõesbet365 jogos virtuaismassacres contra civis, bombardeios a hospitais e uso amplobet365 jogos virtuaisbombasbet365 jogos virtuaisfragmentação.
Entre os grupos rebeldes, o órgão, chefiado pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, disse ter ouvido denúnciasbet365 jogos virtuaisassassinatos, execuções sumárias, tortura e sequestros.
Fora da agenda
Nada leva a crer que o tema seja discutidobet365 jogos virtuaisprofundidade pelo secretáriobet365 jogos virtuaisEstado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, quando se encontrarem para negociar uma solução diplomática para as armas químicas,bet365 jogos virtuaisGenebra na quinta-feira.
A Rússia não somente tem bloqueado iniciativas humanitárias no Conselhobet365 jogos virtuaisSegurança da ONU, como é acusadabet365 jogos virtuaiscontinuar suprindo o governo Assadbet365 jogos virtuaisarmamentos pesados, como caças.
Outros atores internacionais, como os países emergentes, são criticados por expressarbet365 jogos virtuaispreocupação com o conflito sírio, defender uma saída política mas continuar ausente das operações para apoiar os civisbet365 jogos virtuaissituaçãobet365 jogos virtuaisfragilidade.
"Nunca escondemos que, quando integravam no Conselhobet365 jogos virtuaisSegurança, Brasil, Índia e África do Sul poderiam ter feito muito, muito mais para cuidar das necessidades dos civis sírios", disse Bolodion.
"Agora que está fora do Conselho, o Brasil poderia ser uma voz mais firme denunciando o apoio incondicionado da Rússia ao governo sírio."
Durante o encontro do G20 – o grupobet365 jogos virtuais20 principais nações industrializadas e emergentes –bet365 jogos virtuaisSão Petersburgo, na Rússia, na semana passada, organizações pediram apoio político para a propostabet365 jogos virtuaisinvestigar os abusos cometidos por governo e oposição sírios no âmbito do Tribunal Criminal Internacional.
Onze dos vinte membros do grupo – incluindo o Brasil – não haviam se manifestado sobre o tema.
Falando especificamente sobre a questão das armas químicas, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo brasileiro "repudia e considera como crime hediondo qualquer uso" desses armamentos.








