O mundo assiste a uma nova Guerra Fria entre Rússia e Ocidente?:corinthians e coritiba palpites

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Em contraste, segundo Kofman, a competição atual não derivacorinthians e coritiba palpitesum balançocorinthians e coritiba palpitespoder oucorinthians e coritiba palpitesuma ideologia por si só, mas simcorinthians e coritiba palpites"decisões conscientes tomadas por líderes, das estratégias que eles perseguiram ecorinthians e coritiba palpitesuma sériecorinthians e coritiba palpitesdesentendimentos específicos na política internacional".
'Soft power limitado'
Então, ainda que Kaufman acredite que as tensões atuais possam ter desdobramentos significativos, a escala e a natureza do estremecimento não têm semelhança com a Guerra Fria - além disso, a Rússia não se encontra mais na posiçãocorinthians e coritiba palpitesconseguir fundamentalmente alterar o equilíbriocorinthians e coritiba palpitespoder ou a estrutura dos atuais sistemas internacionais.
"Em resumo, as causas e características do conflito são diferentes", diz o pesquisador.
Durante a verdadeira Guerra Fria, havia uma paz armada na Europa, enquanto as batalhas corpo a corpo eram lutadascorinthians e coritiba palpiteslocais como Angola, Cuba e Oriente Médio. Hoje, as linhascorinthians e coritiba palpitesbatalha estão,corinthians e coritiba palpitesgeral, muito mais próximas das fronteiras russas -corinthians e coritiba palpitesespecial a Geórgia e a Ucrânia.
Vigora atualmente um equilíbriocorinthians e coritiba palpitesforças bem diferente entre Rússia e Ocidente. E Moscou tem um "soft power" (podercorinthians e coritiba palpitespersuasão e diplomacia) bastante limitado, desprovidocorinthians e coritiba palpitesuma ideologia internacionalista atrativa para "vender" ao redor do mundo.

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Se a Guerra Fria foi uma batalhacorinthians e coritiba palpitesduas ideologias universalistas - o capitalismo e o comunismo - pela dominação global, então como definir a competição atual entre Moscou e o Ocidente?
Kofman afirma que, para a Rússia, "a questão é a sobrevivência como potência na ordem internacional, alémcorinthians e coritiba palpitesum apego aos resquícios do império russo".
"Os líderes da Rússia estão desesperados para evitar mais fragmentação da influência e dos territórios russos", avalia Kofman. "Eles não veem formacorinthians e coritiba palpitesconseguir isso sem manter Estados-tampões e sem imporcorinthians e coritiba palpitesvontade aos vizinhos,corinthians e coritiba palpitesmodo a garantir a segurançacorinthians e coritiba palpitessua fronteira."
Fica cada vez mais claro que a Rússia (assim como a China) não subscreveu aos alicerces liberais da ordem mundial pós-Guerra Fria. E não há formacorinthians e coritiba palpiteso Ocidente imporcorinthians e coritiba palpitesvontade a essas duas potências. Nesse sentido, a grande "políticacorinthians e coritiba palpitespotências" estácorinthians e coritiba palpitesvolta.
O papel do Ocidente
Mas muitos observadores afirmam que o Ocidente também tem responsabilidade pelas tensões atuais - e que difundir a ideiacorinthians e coritiba palpitesuma nova Guerra Fria pode apenas piorar as coisas.
Lyle Goldstein, professor e pesquisador da Faculdade Navalcorinthians e coritiba palpitesGuerra dos EUA, afirma que "muitos no Ocidente parecem ter sucumbido à chamada 'síndromecorinthians e coritiba palpitesausênciacorinthians e coritiba palpitesinimigos' após a Guerra Fria. Muitos especialistascorinthians e coritiba palpitessegurança nacional parecem ansiar por ir além quando há uma ameaça simples e fácilcorinthians e coritiba palpitesser caracterizada".
A situação na Geórgia e na Ucrânia "parece oferecer a narrativa para uma nova Guerra Fria", diz Goldstein. "No entanto, essas situações são incrivelmente complicadas. E quem está familizarizado com a região entende que isso é resultado do rápido colapso da União Soviética com relação acorinthians e coritiba palpitesidentidade e questõescorinthians e coritiba palpitesfronteira."

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Nesse caso, que tipocorinthians e coritiba palpitespotência é a Rússia atualmente? Para Kofman, trata-secorinthians e coritiba palpites"uma grande potência fraca". Ele diz que o país é "consistentemente subestimado por historicamente ficar para trás do Ocidentecorinthians e coritiba palpitestecnologia e sofisticação político-econômica, mas Moscou geralmente bate mais forte do quecorinthians e coritiba palpitescapacidade econômica pressupõe no que diz respeito ao sistema internacional".
Kofman não acha que a Rússia seja uma potência regionalcorinthians e coritiba palpitesdecadência.
"Pelo contrário. De fato, após um períodocorinthians e coritiba palpitesbalanceamento interno, reformas militares e modernização, a Rússia está mais capazcorinthians e coritiba palpitesresguardar seu 'quintal' histórico, projetando poder a outras regiões adjacentes e, como tem sido visto, avançando para impor castigos a adversários distantes por vias não militares."
Nos países da Otan (a aliança militar ocidental), fala-se muitocorinthians e coritiba palpitesvoltar a gastar maiscorinthians e coritiba palpitesdefesa para combater a chamada "concorrência dos colegas" -corinthians e coritiba palpitesoutras palavras, a Rússia.
Mascorinthians e coritiba palpitesque sentido a Rússia é uma ameaça militar à Otan? Para Goldstein, as tropas russas são substancialmente mais fracas do que ascorinthians e coritiba palpitesEUA e Otan. No entanto, ele acrescenta que "a Rússia investiu sabiamente nos últimos 15 anos,corinthians e coritiba palpitesmodo a preservar alguns nichoscorinthians e coritiba palpitesespecialidade nos quais tem algumas vantagens".
Por exemplo, a Otan não tem uma contrapartida equivalente ao sistema tático nuclear russo Iskander, o que pode deixar comandantes ocidentais entre o dilemacorinthians e coritiba palpitescapitular ou escalonar um eventual conflito. Moscou tem ainda impressionantes capacidadescorinthians e coritiba palpitesartilharia e guerra eletrônica.
'Guerras cibernéticas ecorinthians e coritiba palpitesescolha'
Mas é na área cibernética e na guerracorinthians e coritiba palpitesinformações que as habilidades russas estão mais aparentes, configurando alguns dos principais desafios da atualidade.
Novamente, a imprensa e centroscorinthians e coritiba palpitesestudos estão inundadoscorinthians e coritiba palpitesdiscussões sobre esse aparentemente novo fenômeno - a tal "guerra híbrida" (que vai além do conflito militar para empregar táticas como manipulaçãocorinthians e coritiba palpitesinformação, ataques cibernéticos ou financeiros, por exemplo), que deixa ainda mais difusas as linhas entre guerra e paz e virou algocorinthians e coritiba palpitesque Moscou é visto como o novo mestre.

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Como nota Kaufman, "nenhuma grande potência é uma ameaça monocromática".
"A Rússia é tanto uma potência militar forte nos países vizinhos como tem a habilidade comprovadacorinthians e coritiba palpitesconduzir uma guerra política e cibernética", diz.
Mas o pesquisador rechaça a fixação com a guerra híbrida, defendendo que o conceito é "apenas uma reação ininteligível do Ocidente, após décadascorinthians e coritiba palpitesguerrascorinthians e coritiba palpitesescolha contra adversários irrisórios, para confrontar outra potência que tem habilidades no espectro completocorinthians e coritiba palpitesconflito".
Goldstein também acha problemática a fixação com a guerra híbrida. "O perigo real é o errocorinthians e coritiba palpitescálculo que pode desencadear uma guerra incontrolável seja na Síria ou, mais perigosamente, na Ucrânia (ambos poloscorinthians e coritiba palpitesinfluência russa)", opina ele.
'Ferramentas corretas'
Na Ucrânia, o conflito recente (opondo forças pró e contra Rússia no país e levando à anexação da Crimeia por partecorinthians e coritiba palpitesMoscou) acabou se mostrando uma "guerra real, com uso convencional da força", diz Goldstein. De fato, ele argumenta que o motivo pelo qual a Otan e os EUA não contestaram a anexação não teve a ver com uma "guerra híbrida", mas sim com o equilíbrio militarcorinthians e coritiba palpitesvigor e com o fatocorinthians e coritiba palpitesa Crimeia e o leste da Ucrânia serem vistos como parte dos "interesses cruciais" da Rússia.
O Kremlin, diz Goldstein, simplesmente desafiou a Otan.
Outro problema é que o Ocidente pode não estar usando as ferramentas corretascorinthians e coritiba palpitesseu esforçocorinthians e coritiba palpitesinfluenciar o comportamento da Rússia. De fato, não há clareza quanto o que é esperadocorinthians e coritiba palpitesMoscou.
"Simplesmente tentar conseguir que a Rússia 'pare' o que está fazendo ou se retire da política internacional, ou que capitule na Ucrânia, não é uma expectativa séria, para dizer o mínimo."
As recentes expulsõescorinthians e coritiba palpitesdiplomatas russos enviam uma mensagemcorinthians e coritiba palpitesunidade e determinação no Ocidente, mas é improvável que elas mudem a opinião públicacorinthians e coritiba palpitesMoscou. A maioria dos especialistas consultados pela BBC acredita que apenas questõescorinthians e coritiba palpitesinteresse econômico podem levar a Rússia a pesar o real custocorinthians e coritiba palpitessuas ações externas.
Mas, para além disso, a política ocidental ante Moscou temcorinthians e coritiba palpitesser pensada desde o aspecto mais elementar, tendocorinthians e coritiba palpitesmente que as repercussões do colapso caótico da União Soviética ainda estão tendo desdobramentos, cercacorinthians e coritiba palpitestrês décadas depois.








