Empresa indiana causa polêmica com ‘arma feminina’ com nomebônus cassino 1winmulher estuprada:bônus cassino 1win

O revólver Nirbheek (BBC)
Legenda da foto, Fabricantes alegam que arma calibre 32 é leve e cabebônus cassino 1winbolsasbônus cassino 1winmulheres

Hameed descreve a arma com entusiasmo elogiando a "liga especialbônus cassino 1wintitânio, o belo cabobônus cassino 1winmadeira".

"A armabônus cassino 1winseis tiros é fácilbônus cassino 1winmanusear e pode acertar o alvo com precisão a até 15 metros (de distância)", explicou Hameed, apontando o nome "Nirbheek" gravado no cano do revólver.

Apesarbônus cassino 1winhomens também poderem comprar a arma, a Nirbheek está sendo apontada como a "primeira arma para mulheres" e, para que o revólver seja ainda mais atraente para elas, a embalagem é um porta-joias castanho.

Apelido

Nirbheek é o sinônimobônus cassino 1winNirbhaya, o apelido dado pela imprensa indiana à vítima do estupro coletivobônus cassino 1winNova Déli, que não pode ter o nome divulgado segundo as leis do país. As duas palavras significam corajosa.

"Geralmente pedimos a nossos funcionários sugestõesbônus cassino 1winnomes para nossos novos produtos. Recebemos muitas sugestões e decidimos por 'Nirbheek'. Acreditamos que as mulheres que levam esta arma vão se sentir corajosas", disse Hameed.

Apesarbônus cassino 1wino trabalho para desenvolver um revólver mais leve para mulheres ter começado antes do estuprobônus cassino 1winNova Déli, o projeto foi acelerado depois do crime, que desencadeou protestos no país inteiro.

A estudantebônus cassino 1win23 anos foi estuprada, torturada com uma barrabônus cassino 1winferro, e atirada para forabônus cassino 1winum ônibusbônus cassino 1winmovimento.

Abdul Hameed afirma que o revólver vai impedir ataques devido ao "elemento surpresa".

A fábrica começou a aceitar os pedidos para a arma Nirbheek no dia 5bônus cassino 1winjaneiro e, apesar do preço alto, que chega a 122.360 rúpias (cercabônus cassino 1winR$ 4,7 mil), Hameed afirma que a resposta ao lançamento foi boa, com dez armas já vendidas e mais consultas a respeito do revólver.

Protesto na Índia (AP)

Crédito, AP

Legenda da foto, Um ano depois da morte da estudantebônus cassino 1winNova Déli, mulheres indianas realizaram protesto

O lançamento da arma levou os indianos a debater se levar uma arma dentro da bolsa faz a mulher ficar mais segura. Ram Krishna Chaturvedi, o delegadobônus cassino 1winpolíciabônus cassino 1winKanpur ebônus cassino 1winoutros distritos próximos, acredita que sim.

"Definitivamente é uma boa ideia. Se você tem uma arma autorizada, aumenta abônus cassino 1winconfiança e gera medo nas mentes dos criminosos", disse.

Entre aqueles que querem comprar a Nirbheek está Pratibha Gupta, uma donabônus cassino 1wincasa e estudantebônus cassino 1winKanpur. Ela diz que o revólver é "muito caro" e o processo para conseguir a licença é "complicado", mas ela acha que a arma pode dar uma sensaçãobônus cassino 1winpoder.

"Se a pessoa na minha frente sabe que eu tenho uma arma, ele vai hesitar antesbônus cassino 1winme tocar, ele vai saber que, se ela tem uma arma, ela pode usá-la também. A arma vai ser meu apoio, minha amiga e minha força", disse.

Leis

O governo indiano introduziu novas leis, mais severas, contra o estupro, colocou mais policiais nas ruas e várias cidades abriram linhas telefônicas exclusivas para ajudar mulheres.

Mas muitas mulheres estão assustadas e não acreditam na força policial, considerada por muitos corrupta e ineficaz. Muitas se matricularambônus cassino 1winaulasbônus cassino 1windefesa pessoal e começaram a comprar latasbônus cassino 1winspraybônus cassino 1winpimenta. Segundo informações, houve também um aumentobônus cassino 1winmulheres tentando obter licençasbônus cassino 1winarmas.

Histórias chocantes ainda estão nas manchetes como a da turista dinamarquesa que foi atacada por um grupobônus cassino 1winhomens no começo da semana. Ou o casobônus cassino 1winCalcutá: uma garota sofreu dois estupros coletivos e depois atearam fogobônus cassino 1winseu corpo, três incidentes separados.

As estatísticasbônus cassino 1wincrimes do Escritório Nacionalbônus cassino 1winRegistrosbônus cassino 1winCrimes da Índia sugerem que o númerobônus cassino 1winestupros está aumentando e que um destes crimes é cometido no país a cada 22 minutos aproximadamente.

Em meio a tudo isto, os fabricantes da Nirbheek acreditam que adicionaram mais um item valioso ao arsenal das indianas assustadas.

No entanto, os ativistas que são contra o usobônus cassino 1winarmas não aprovam a ideia.

"Estou horrorizada, chocada e enraivecida", afirmou Binalakshmi Nepram, fundadora da Redebônus cassino 1winMulheres Sobreviventesbônus cassino 1winArmas, no estadobônus cassino 1winManipur, nordeste do país. Para ela, é responsabilidade do governo garantir a segurançabônus cassino 1winseus cidadãos.

"É ridículo o governo falandobônus cassino 1winarmar as mulheres... As autoridades estão dizendo: 'ei, mulher, venha, tem uma arma nova para você, vai deixar você mais segura'. É a admissão do fracasso deles", disse.

Nepram, cuja organização estuda a violência gerada pelas armasbônus cassino 1winoito Estados indianos há anos, afirmou que ter uma arma "não faz você ficar mais seguro, na verdade aumenta o risco".

"Nossa pesquisa mostra que uma pessoa tem 12 vezes mais chancesbônus cassino 1winser baleada e morta se estiver com uma arma quando for atacada", disse.

E, para Nepram, dar o nomebônus cassino 1winNirbheek ao revólver é uma ofensa à memóriabônus cassino 1winNirbhaya, pois ela não teria como pagar por uma arma destas.

Anita Dua (dir.) Foto: BBC
Legenda da foto, Anita Dua (dir.) conta que comprou um revólver há oito anos, mas não usa

"Na Índia a renda anual da maioria das pessoas é menor que o preço da arma. Então, sugerir que esta arma fará com que as mulheres fiquem mais seguras é bizarro."

Segundo lugar

Segundo a organização internacionalbônus cassino 1winprevençãobônus cassino 1winferimentos causados por armasbônus cassino 1winfogo, a GunPolicy.org, os indianos têm 40 milhõesbônus cassino 1winarmasbônus cassino 1winfogobônus cassino 1wincasa, perdendo apenas para os Estados Unidos. Apenas 6,3 milhões destas armas são legalizadas.

Não há estimativas mais precisas sobre quantas mulheres andam armadas.

Manjit Singh, cuja família tem cinco lojasbônus cassino 1winarmasbônus cassino 1winKanpur, afirmou que as mulheres na Índia raramente andam armadas e, se elas têm uma arma, é provavel que tenham herdado do pai ou do marido.

"Nos últimos dez anos talvez eu tenha visto uma ou duas mulheres que vierambônus cassino 1winnossas lojas para comprar uma arma. Mulheres têm as licenças, na minha casa há seis mulheres e todas elas têm licenças e todas têm armas, mas as armas foram compradas por homens", disse.

A maioria dos lugares públicos da Índia não permite armas e muitos escritórios, shoppings, cinemas, teatros e mercados estão equipados com detectoresbônus cassino 1winmetais.

Segundo Singh, mesmo se a vítima do estuprobônus cassino 1winNova Déli tivesse uma arma, não ajudaria muito, levandobônus cassino 1winconta que ela estava voltando para casa depoisbônus cassino 1winassistir um filmebônus cassino 1winum cinema dentrobônus cassino 1winum shopping onde ela não teria permissão para entrar com a arma.

E se ela estivesse armada e se tivesse atirado contra qualquer um dos que a atacaram, ela provavelmente teria sido condenada à prisão perpétua sob acusaçãobônus cassino 1winassassinato.

Anita Dua, ativista defensora dos direitos femininosbônus cassino 1winKanpur, que comprou uma arma há oito anos, afirmou que nunca teve a chancebônus cassino 1winusar o revólver.

"Eu trabalho pelas questões da mulheres, ajudei a mandar muitos para a cadeia e tenho muitos inimigos. Comprei este revólver por segurança pessoal, mas não posso levá-lo para a maioria dos lugares, então fica trancadobônus cassino 1wincasa, juntando poeira", disse.