Macron reeleito na França: unir país e aprovar reforma impopular são desafios do presidente:void novibet

Crédito, Reuters
A vitóriavoid novibetMacron com uma boa diferença sobre Le Pen foi possível graças sobretudo aos votosvoid novibetparte do eleitoradovoid novibetJean-Luc Mélenchon, da esquerda radical - que ficouvoid novibetterceiro lugar no primeiro turno, com 22%. Como Le Pen, Mélenchon também atrai principalmente franceses com menor renda.
O objetivo desses eleitores da esquerda radical ao votarvoid novibetMacron no segundo turno foi unicamente para barrar a ascensãovoid novibetLe Pen ao poder. Mas uma parte minoritária do eleitoradovoid novibetMélenchon decidiu optar por Le Pen, no extremo oposto do espectro político, como uma formavoid novibetprotesto contra Macron. O presidente tem sofrido inúmeras críticas por não ter se preocupado com a populaçãovoid novibetmais baixa renda.
Em seu discurso na noitevoid novibetdomingo, após a divulgação das projeções que indicaramvoid novibetvitória, realizado nos jardins do Champsvoid novibetMars, com a torre Eiffel ao fundo (em 2017, Macron havia escolhido a pirâmide do Louvre como cenário), o presidente reeleito reconheceu que a França está dividida e prometeu encontrar "respostas" aos franceses que expressaram "raiva e desacordos" ao votarvoid novibetLe Pen ou que se abstiveram nas eleições.
Ele também reconheceu que parte dos eleitores votou nele "não para apoiar suas ideias, mas para barrar a extrema direita" e afirmou querer levar seu projeto "com força nos próximos anos, sendo depositário também das divisões e diferenças que foram exprimidas."
Macron disse ainda no discurso que "não é o candidatovoid novibetum campo, mas o presidentevoid novibettodos" e prometeu reformular o métodovoid novibetgovernar a França, afirmando que os próximos anos não serão "uma continuidade" do atual mandato. Ele declarou também que "ninguém será deixado na beira do caminho."

Reconciliar a França da classe média alta e dos grandes centros urbanos, alémvoid novibetaposentadosvoid novibetmaior renda que constitui o eleitoradovoid novibetMacron com a França mais popular,void novibetregiões com maior nívelvoid novibetdesemprego ou zonas rurais e pequenas localidades que opta por Le Pen (e periferias pobres, onde Mélenchon teve bom desempenho) é importante para um outro desafiovoid novibetMacron: garantir maioria parlamentar nas eleições legislativasvoid novibetjunho.
Maioria parlamentar
Tradicionalmente, nas eleições legislativas que ocorrem pouco depois das presidenciais, os franceses votam no partido do presidente que acabavoid novibetser eleito para garantir a ele maioria no parlamento, o que facilita o iníciovoid novibetseu governo. Em 2017, Macron, que nunca havia disputado uma eleição e tinha acabadovoid novibetcriar um partido, realizou a façanhavoid novibetconquistar uma maioria parlamentar partindo do zero.
Mas desta vez, com a recomposição do cenário político francês nestas presidenciais, que consolidou, junto com o partido centristavoid novibetMacron, o Repúblicavoid novibetMarcha, duas forças radicais - avoid novibetLe Pen e avoid novibetMélenchon -, a tarefa pode ser bem mais complicada. O presidente enfrenta forte rejeição nessa parcela do eleitorado.
Em um discurso na noitevoid novibetdomingo, logo após a divulgação das projeções que indicaram a vitóriavoid novibetMacron, Mélenchou lançou um apelo para que os eleitores se mobilizemvoid novibetmaneira maciça nas legislativas, que ele vem chamandovoid novibet"terceiro turno", como formavoid novibetgarantir uma derrota para o presidente no parlamento e, dessa forma, "mudar o rumo" da França.
Ele vem pedindo aos franceses para "elegê-lo primeiro-ministro". Na realidade, é o presidente quem escolhe o premiê após as legislativas e não diretamente os eleitores. Mas se o chefevoid novibetEstado não obtiver maioria parlamentar, ele deverá nomear um primeiro-ministro do partido que obteve o maior númerovoid novibetcadeiras na votação. É a chamada "coabitação." É isso que espera Mélenchon.
Marine Le Pen também já aproveitou o anúncio da vitóriavoid novibetMacron para lançar,void novibetseu discurso na noitevoid novibetdomingo, a "batalha das legislativas", após seu partido ter ultrapassado pela primeira vez a faixavoid novibet40% dos votos, o que ela chamouvoid novibet"grande vitória."
Reforma da aposentadoria
Um outro desafio considerável para Macron será levar adiantevoid novibetreforma da aposentadoria, que prevê aumentar progressivamente a idade mínima dos atuais 62 para 64 ou 65 anos (inicialmente seu programa previa 65 anos, mas diante das contestações durante a campanha eleitoral, ele disse estar disposto a discutir com lideranças sindicais a possibilidadevoid novibetlimitar o aumento a 64 anos).

Crédito, EPA
Após a crise dos coletes amarelosvoid novibet2018 e 2019, iniciadavoid novibetrazão do aumentovoid novibetum tributo sobre combustíveis e que se transformouvoid novibetgrandes protestos, muitas vezes violentos, pela melhoria do poder aquisitivo da população, entre outras exigências, o governo teme uma nova mobilização social nas ruas contra o projetovoid novibetreforma da aposentadoria.
A medida será discutida no segundo semestre, após as eleições legislativas. Para garantir uma maior possibilidadevoid novibetaceitação dessa reforma, Macron afirma que parte das economias geradas com o aumento da idade mínima servirá para financiar a correção das aposentadoriasvoid novibetacordo com a inflação (o que não ocorre na França) e que já poderia ser aplicada a partirvoid novibetjulho.
Dívida pública
O presidente Macron terá ainda o desafiovoid novibetlidar com uma alta dívida pública, que representa cercavoid novibet113% do PIB, e que aumentouvoid novibet600 bilhõesvoid novibeteuros durante seu mandato. Quase um terço desses gastos suplementares é devido à política do "custe o que custar" durante a pandemia, onde o governo pagou salários durante períodosvoid novibetlockdown, alémvoid novibetuma sérievoid novibetajudas para empresas e exonerações fiscais. Além disso, com a redução da atividade econômica, as receitas do Estado também diminuíram.
Essa alta dívida pública pode reduzir a margemvoid novibetmanobra do governo para aplicar medidas voltadas para a melhoria do poder aquisitivo das pessoasvoid novibetmenor renda, no atual contextovoid novibetaumento da inflação.
Além disso, o cenário internacional, com a guerra na Ucrânia que se estende, é uma preocupação suplementar para Macron. "Estamos atravessando tempos trágicos", disse Macronvoid novibetseu discurso na noitevoid novibetdomingo ao se referir ao conflito.
Como diz o jornal Le Monde, ao que tudo indica, o chamado "estadovoid novibetgraça" vivido por um presidente francês quando ele é eleito, que geralmente dura alguns meses no iníciovoid novibetseu mandato, não deve ocorrer nessa reeleiçãovoid novibetMacron.

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