'Armamento é privilégio para elites': a nova estratégiaaposta no cassinoEduardo Bolsonaro para baratear armas no Brasil:aposta no cassino

Crédito, Alan Santos/PR
- Longe dos holofotes, comitiva com CEO da Taurus acompanha Bolsonaro na Índia, o 2º compradoraposta no cassinoarmas do mundo
- Com liberação para compraaposta no cassino20 kgaposta no cassinopólvora por atirador, governo abre caminho para fábricas 'caseiras'aposta no cassinomunição
- Os 5 países que fabricam 75% das armas do mundo (e seus maiores compradores)
Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil,aposta no cassinoNova Déli, onde acompanha o pai em viagem oficial à Índia, Eduardo conta que vai deixar a comissão dedicada a temas estrangeiros para se dedicar à democratização do acesso às armas no Brasil — um dos temas mais seminais da bancada da bala.
O parlamentar tem conversado com gigantes estrangeiras do mundo dos armamentos e munições, como a alemã SIG Sauer e a italiana Beretta, e quer ajudá-las a abrirem filiais no Brasil. Outras empresas do setor, como a austríaca Glock e a americana Smith & Wesson também estariam interessadasaposta no cassinoinvestir no país.
O objetivo, diz, é "gerar empregos no Brasil, abrindo finalmente uma concorrência nesse setor, que hoje é dominado pela CBC/Taurus" — empresa privada que é alvoaposta no cassinocríticas por dominar o setor e ter forte lobby junto a parlamentares, militares e forçasaposta no cassinosegurança.
Eduardo também quer tentar simplificar o acesso a licenças para atiradores e caçadores. "Tudo hoje está caminhando para ser feito atravésaposta no cassinoaplicativo e internet."

Crédito, Alan Santos/PR
A reportagem lembra o deputado do enorme volumeaposta no cassinoassassinatos com armasaposta no cassinofogo no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2019, do Institutoaposta no cassinoPesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiroaposta no cassinoSegurança Pública, o país tem maisaposta no cassino65 mil homicídios por ano. Pessoas negras são vítimasaposta no cassino75,5% dos crimes.
"Essa ideiaaposta no cassinoquanto mais armas, mais mortes, é totalmente falida. Quanto mais armas nas mãos dos criminosos, aí sim eu tenho certezaaposta no cassinoque são mais mortos", afirma.
O parlamentar também comenta a polêmica envolvendo uma possível divisão do ministério da Segurança Pública e Justiça, comandado por Sergio Moro: "Foi sepultado".
Leia a entrevista na íntegra.
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aposta no cassino BBC News Brasil - O senhor me disse há pouco que tem como prioridadeaposta no cassino2020 se dedicar ao setoraposta no cassinodefesa e armamentos. Como pretende atuar?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Nesse ano, eu pretendo não continuar na presidência da Credn (Comissãoaposta no cassinoRelações Exteriores eaposta no cassinoDefesa Nacional). Também não pretendo ocupar uma cadeira na CCJ (Comissãoaposta no cassinoConstituição e Justiça), uma comissão importantíssima mas que ocupa praticamente toda a semana do deputado. Então vou ter espaço para trabalhar principalmente voltado para o Brasil, e uma das bandeiras que pretendo colocar adiante é essa das armas.
aposta no cassino BBC News Brasil - Qual é o panorama do setor hoje no Brasil e o que o senhor pretende mudar?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Existem dois fatores que podem ser tocados adiante. A implementaçãoaposta no cassinofábricasaposta no cassinoarmas estrangeiras que pretendem abrir e gerar empregos no Brasil, abrindo finalmente uma concorrência nesse setor, que hoje é dominado pela CBC Taurus.
E também uma facilitação com relação à burocraciaaposta no cassinoatiradores, colecionadores e caçadores para a retirada dos seus registros. A informatização… tudo hoje no país está caminhando para que seja feito atravésaposta no cassinoaplicativo e internet, e não tem motivo para que a parte dos atiradores se mantenha no modelo arcaico, na base do papel e da caneta.
aposta no cassino BBC News Brasil - O objetivo ao trazer empresas estrangeiras é baixar o preço, aumentar o acesso?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Tem um conteúdo teórico, da economia liberal: você abrindo a concorrência, melhora a qualidade e baixa o preço.
E a crítica que eu tenho é que hojeaposta no cassinodia,aposta no cassinoque pese as flexibilizações que o presidente Bolsonaro tem feito, a compraaposta no cassinoum armamento segue quase um privilégio para as elites. O armamento é muito caro, muito tributado, e a lei hoje praticamente exige que você seja filiado a um clubeaposta no cassinotiro, tenha um despachante, para conseguir importar ou comprar uma arma nacional.
Essa é a realidade que eu quero mudar. E trazendo empresas estrangeiras para o Brasil e abrindo concorrência, a tendência do preço certamente é reduzir.
aposta no cassino BBC News Brasil - O senhor já falou com alguma empresa estrangeira? Que empresas seriam essas?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Já fui procurado por empresas, entre elas a [alemã] SIG Sauer. Acredito que outras empresas também estão quase certas desse interesseaposta no cassinoabrir no Brasil, muito provavelmente [a italiana] Beretta, [a checa] CZ. Inclusive, rumores há pouco tempo atrás,aposta no cassinoa empresa do Oriente Médio Caracal abrir uma fábricaaposta no cassinoGoiás.
Quem é do mundo das armas sabe que esses boatos sempre existem, mas na ponta acabam nunca se concretizando. O caso mais notório é o da europeia Ruag, uma fábricaaposta no cassinomunições, que depoisaposta no cassino7 anos tentando abrir aaposta no cassinofábrica, desistiuaposta no cassinofazê-lo.
O Brasil tem que ser um país aberto ao mercado, aberto à livre iniciativa, e isso também compreende o setor das armas.

Crédito, Getty Images
aposta no cassino BBC News Brasil - O Brasil, como o senhor sabe, é um país com uma taxaaposta no cassinohomicídios muito alta por contaaposta no cassinoarmasaposta no cassinofogo. São maisaposta no cassino60 mil homicídios por ano —aposta no cassino1980 eramaposta no cassinotornoaposta no cassino8 mil. Trazer mais armas e baratear o armamento não é uma jogada arriscadaaposta no cassinoum país ainda tão violento?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - De maneira nenhuma. Nós experimentamos uma política desarmamentista. O Brasil,aposta no cassino2003aposta no cassinodiante, quando os mensaleiros aprovaram o Estatuto do Desarmamento, tornou dificílimo comprar uma armaaposta no cassinofogo, e a gente segue aí com taxas altíssimas.
É a primeira vezaposta no cassinoque temos uma quebra brutalaposta no cassino22% nos homicídios, isso no primeiro ano do governoaposta no cassinoJair Bolsonaro junto com o ministro da Justiça, Sergio Moro.
Ou seja,aposta no cassino2019 flexibilizou-se o acesso às armasaposta no cassinofogo e os homicídios reduziram. Essa ideiaaposta no cassinoquanto mais armas, mais mortes, é totalmente falida. Quanto mais armas nas mãos dos criminosos, aí sim eu tenho certezaaposta no cassinoque são mais mortos.
aposta no cassino BBC News Brasil - Muitos especialistas discordam do senhor. Há a experiência da Austrália que flexibilizou e teve altaaposta no cassinohomicídios, há o caso norte-americano, que tem uma epidemiaaposta no cassinoatiradores, apesaraposta no cassinoter um índiceaposta no cassinohomicídios muito diferente do brasileiro. Isso é levadoaposta no cassinoconsideração?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Com certeza, os EUA são um bom exemplo. E não vou negar o exemplo do Japão, que os desarmamentistas usam muito. Mas é uma ilha que há séculos usa o desarmamento, desde o tempo dos samurais, para se conseguir uma espada, então é um caso excepcional.
Os EUA, há décadas, vêm mudandoaposta no cassinolegislação, principalmente estadual, e permitindo acesso às armasaposta no cassinofogo. Dos anos 1980 para cá, quando os EUA tinham mais ou menos a mesma taxaaposta no cassinohomicídios do Brasil, o Brasil só viu a taxaaposta no cassinohomicídios subir e os EUA só viram a taxaaposta no cassinohomicídios descer.
O que é melhor? O Brasil desarmado ou os EUA armados? Então acho que podemos aplicar essa medida no Brasil, lembrando que há pouco tempo, antes do desarmamento, as pessoas não se matavam no trânsito e não havia um número grandiosoaposta no cassinomortes. Pelo contrário. Havia mais armas e menos mortes.

Crédito, Adriano Machado/Reuters
aposta no cassino BBC News Brasil - O senhor falouaposta no cassinoquedaaposta no cassino22% nos homicídios como resultado das políticasaposta no cassinoBolsonaro e Moro. Acabaaposta no cassinoacontecer a controvérsia sobre uma possível separação entre o ministério da Justiça e o ministério da Segurança Pública. Como viu o episódio?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Vi uma polêmica desnecessária. O presidente, pousando aqui na Índia, já descartou essa possibilidade. Agora, quando o presidente recebe uma demandaaposta no cassino20 secretáriosaposta no cassinosegurança pública, o mínimo que ele tem que fazeraposta no cassinorespeito a essas autoridades é analisar e fazer os estudos. Consultados os ministros e amadurecida a ideia, foi sepultado. Então, não corre esse risco.
aposta no cassino BBC News Brasil - A base do senhor e do presidente ficou muito preocupada durante as 48haposta no cassinodúvidaaposta no cassinorelação a esse caso. Muita gente questionando como o governo ficariaaposta no cassinouma eventual saída do ministro. O governo sobrevive sem Sergio Moro?
aposta no cassino Eduardo Bolsonaro - Eu acredito que não tem nem que se cogitar esse tipoaposta no cassinocoisa. Quando eu saíaposta no cassinoférias, no final do ano, muita gente dizia que o ministro [da Educação] Abraham Weintraub estaria saindoaposta no cassinoférias para não retornar mais. Que seria demitido. Agora a história parece que se repete com Moro. Não vi risco nenhum disso acontecer. O que existiu foram 20 secretáriosaposta no cassinosegurança pública trazendo uma demanda ao presidente que estudou eaposta no cassino48h acabou sendo sepultada.
Os secretáriosaposta no cassinoSegurança Pública não se sentiram desrespeitados e o presidente já avisou que mais cedo ou mais tarde vai se encontrar com o ministro Sergio Moro, assim como vai se encontrar com outros ministros, como Paulo Guedes [da Economia]. Vida normal.

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