Pesquisadora sustenta que crianças ociosas se tornam mais criativas:historico double arbery

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Syal disse que o tédio fez com que ela escrevesse, enquanto Perry afirmou que isso era um estado criativo para ele.
A pesquisadora ainda entrevistou um grande númerohistorico double arberyoutros escritores, artistas e cientistas, durantehistorico double arberybusca sobre os efeitos do tédio.
Ela estudou as memórias da infânciahistorico double arberySyal, que cresceu numa pequena vilahistorico double arberymineiros, lugar sem muita coisa para fazer.
Belton disse que "a ausênciahistorico double arberycoisas para fazer motivou (a escritora Syal) a gastar horas do dia a falar com outras pessoas e a tentar outras atividades quehistorico double arberyoutras circunstâncias ela jamais teria experimentado, como interagir com os mais velhos e vizinhos e aprender a fazer bolos".
"Tédio é frequentemente associado a solidão, e Syal gastou horashistorico double arberysua infância observando pela janela o campo e as florestas, assistindo a mudança do clima e das estações."
"Mas o mais importante foi que o tédio a fez escrever. Ela mantinha um diário desde pequena, que preenchia com observações, pequenas histórias, poemas e críticas. Ela atribui a esta fase seus primeiros passos como a escritora que se tornaria mais tarde", disse Belton.
Reflexão
Syal, a comediante e escritora, disse que "a solidão imposta como uma páginahistorico double arberybranco foi um ótimo estímulo".
Já o artista plástico Grayson Perry afirma que o tédio também pode ser benéfico para adultos: "conforme fui envelhecendo, passei a apreciar a reflexão e o tédio. O ócio é um estado muito criativo."
A neurocientista e especialistahistorico double arberydeterioração da mente Suzan Greenfield, que também respondeu a questões para a pesquisahistorico double arberyBelton, relembrou a infânciahistorico double arberyuma família com muito pouco dinheiro e sem irmãos até os 13 anoshistorico double arberyidade.
"Ela confortavelmente divertia a si mesma, inventando histórias, desenhando figuras para suas fantasias e indo até a biblioteca", disse Belton.
Aindahistorico double arberyacordo com Belton, que também é especialista no impacto das emoções no comportamento e aprendizado, o tédio pode ser um "sentimento desconfortável". Para ela a sociedade "desenvolveu uma expectativahistorico double arberyser constantemente ocupada e constantemente estimulada".
Mas ela advertiu que a criatividade "envolve ser capazhistorico double arberydesenvolver um estímulo interno".
"A natureza estimula um vácuo que tentamos preencher", disse ela. "Alguns jovens que não têm a capacidade interior ou a resposta para lidar com o tédio criativamente. Às vezes eles terminam vandalizando abrigoshistorico double arberypontoshistorico double arberyônibus ou saindo inadvertidamente para um passeiohistorico double arberycarro."
Curto-circuito
Belton, que também já estudou o impacto da televisão e vídeos na escrita das crianças, afirma ainda que "quando os pequenos não têm nada para fazer, eles imediatamente ligam a TV, o computador, o celular ou algum tipo aparelho com tela. O tempo gasto com estas coisas aumentou.
"Mas crianças precisam ter um tempo para parar e pensar, imaginando que eles possuem seus próprios processoshistorico double arberypensamento e assimilação, por meiohistorico double arberyexperiências com brincadeiras ou apenas observando o mundo ao seu redor."
Este é o tipohistorico double arberycoisa que estimula a imaginação, ressalta a pesquisadora, enquanto a telahistorico double arberyalguns aparelhos "tende a criar um curto-circuito no processohistorico double arberydesenvolvimento da capacidade criativa".
Syal ainda reforça: "Você começa a escrever porque não há nada para provar, nada a perder e nenhuma outra coisa para fazer."
"É muito libertador ser criativo por nenhuma outra razão além do próprio passatempo."
Belton conclui: "Para o bem da criatividade talvez devamos diminuir nosso ritmo e ficar offlinehistorico double arberytemposhistorico double arberytempos."








