Covid: estudo que serviucasino slotomania gratisbase para app TrateCov tem falhascasino slotomania gratismetodologia:casino slotomania gratis

Crédito, Ministério da Saúde/Facebook

Legenda da foto, Dez dias depois do lançamento do aplicativo, sob críticas, o governo tirou o TrateCov do ar, alegando que um hacker tinha invadido a plataforma

À BBC News Brasil, o coordenador da Conep (Comissão Nacionalcasino slotomania gratisÉticacasino slotomania gratisPesquisa), Jorge Venâncio, disse que vai solicitar uma justificativa aos autores para que eles expliquem as irregularidades presentes no estudo.

No dia 6casino slotomania gratisjaneiro, um dia antes da publicação do artigo revisado por pares, o Ministério anunciou que lançaria o TrateCov. O lançamento da plataforma foi feito no dia 11casino slotomania gratisjaneiro,casino slotomania gratisManaus. A plataforma tinha como objetivo auxiliar médicos a identificarem casoscasino slotomania gratiscovid-19 e dava pontuações para pacientescasino slotomania gratisacordo com seus sintomas para diagnosticar a doença.

Crédito, Júlio Nascimento/PR

Legenda da foto, Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello diz que o aplicativo foi uma iniciativa da secretáriacasino slotomania gratisGestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que depõe nesta terça (25/5) na CPI

Mas, depois do diagnóstico, a plataforma do governo sugeria a prescriçãocasino slotomania gratismedicamentos ineficazes ou sem eficácia comprovada para a covid-19, como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina e os antibióticos azitromicina e doxiciclina. Dez dias depois do lançamento do aplicativo, sob críticas, o governo tirou o TrateCov do ar, alegando que um hacker tinha colocado o protótipo indevidamente no site do Ministério da Saúde.

Na semana passada, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello reiterou a versão do hacker e dissecasino slotomania gratisdepoimento na CPI da Covid que o aplicativo foi uma iniciativa da secretáriacasino slotomania gratisGestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Pinheiro é sabatinada na CPI nesta terça (25/5).

Em diversas respostas a requerimentos via Leicasino slotomania gratisAcesso a Informação sobre o aplicativo TrateCov, o Ministério da Saúde respondeu se tratarcasino slotomania gratisum aplicativo baseado no estudocasino slotomania gratisCadegiani. Mas ele próprio reitera que não teve conexão com o desenvolvimento do aplicativo.

"Sequer fui chamado, convidado, etc, para dar qualquer tipocasino slotomania gratisopinião, suporte", diz. Pela datacasino slotomania gratislançamento do aplicativo, é provável que o estudo foi usado pelo governo quando ainda era um "pré-print" (sem revisão por pares), afirma Cadegiani, que é mestre e doutorcasino slotomania gratisendocrinologia clínica.

Ele defende que tivesse havido uma "validação externa para utilização" do estudo antescasino slotomania gratisque fosse usado pelo governo e que um único estudo não "seriacasino slotomania gratissi suficiente para basear um programa para um governo todo". Para o endocrinologista, "o mais grave desta versão do TrateCoV foi oferecer um kitcasino slotomania gratistratamento a partircasino slotomania gratisum diagnóstico clínico que foi proposto por um único estudo".

A BBC News Brasil perguntou ao Ministério da Saúde qual foi o critério para escolher esse trabalho, dentre tantos produzidos sobre o tema. Também perguntou se houve alguma análise técnica do estudo para avaliar se era adequado adotá-lo para uma plataforma lançada pelo governo brasileiro, alémcasino slotomania gratisoutros detalhes sobre a suposta invasãocasino slotomania gratisum hacker. A pasta não respondeu até a conclusão desta reportagem.

Crédito, Reprodução/Ministério da Saúde

Legenda da foto, Reproduçãocasino slotomania gratisaplicativo TrateCov com as recomendações para medicamentos do tratamento precoce para pacientes diagnosticados pelo escore com covid-19

Alémcasino slotomania gratisCadegiani, assinam o estudo o infectologista Ricardo Zimerman, o psicólogo Bruno Campello, a biomédica Rute Alves Pereira e Costa, o dermatologista Carlos Wambier, e os americanos Andy Goren e John McCoy. Goren, McCoy e Cadegiani são respectivamente presidente, vice-presidente e diretor clínico da empresa farmacêutica Applied Biology, especializada no desenvolvimentocasino slotomania gratismedicamentos para pele e cabelo e baseada na Califórnia.

A BBC News Brasil entroucasino slotomania gratiscontato com o grupo por e-mail. A reportagem não encontrou o e-mailcasino slotomania gratisZimerman, mas entroucasino slotomania gratiscontato comcasino slotomania gratissecretária, que disse que passaria o recado adiante, mas que ele não teria o interessecasino slotomania gratisfalar. Apenas Cadegiani e Wambier responderam. Wambier defendeu o estudo, afirmando que "cientistas devem sempre questionar e levantar hipóteses a serem testadas".

Zimerman, Campello e Costa estavam entre os ao menos 11 médicos levados com dinheiro público para Manaus nos dias 11 e 12casino slotomania gratisjaneiro para o lançamento do TrateCov e para falar sobre o "tratamento precoce"casino slotomania gratisvárias UBS da capital amazonense. Segundo o Painelcasino slotomania gratisViagens do governo, o Ministério da Saúde gastou R$ 48,692.75 com diárias e passagens destes 11 médicos.

Participaçãocasino slotomania gratistrocacasino slotomania gratis'tratamento precoce'

O sistemacasino slotomania gratispontuação para diagnóstico da covid-19 AndroCov tem esse nome porque foi um desdobramentocasino slotomania gratisoutras pesquisas feitas pelo mesmo grupo, que se propôs a analisar o efeitocasino slotomania gratisantiandrogênicos (medicamentos que neutralizam os efeitos dos hormônios sexuais masculinos) na "profilaxia" ou no tratamento da covid-19. Não há comprovação científicacasino slotomania gratisque esses medicamentos sejam eficazes nesses casos.

O estudo do escore usou dadoscasino slotomania gratisparticipantescasino slotomania gratisquatro pesquisas diferentes feitas pelo próprio grupo, incluindo testes com a espironolactona (um diurético), a dutasterida (medicamento que trata aumentocasino slotomania gratispróstata) e a proxalutamida (fármaco indicado no tratamentocasino slotomania gratiscâncercasino slotomania gratispróstata) para a covid-19.

Crédito, Instagram/Reprodução

Legenda da foto, Imagens oferecem tratamento precocecasino slotomania gratistrocacasino slotomania gratisparticipaçãocasino slotomania gratisestudo para a covid-19

Em seu perfil no Instagram, Cadegiani publicou diversas imagens ao longo do ano passado convidando pessoas com teste positivo para a covid-19 para participar do estudo. "Não espere. permita-se tratar dentrocasino slotomania gratisum estudo clínicocasino slotomania gratisqualidade e sem custo", diz uma das imagens. "Medicamentos, exames e acompanhamentocasino slotomania gratisforma gratuita", diz outra. "Todos os pacientes incluídos no estudo irão receber o 'tratamento precoce'."

As imagens também informam que o tratamento básico para todos nos testes clínicos seria feito com nitazoxanida (vermífugo vendido com o nome comercial anitta) e azitromicina, além dos outros medicamentos sendo testados ou placebo.

No entanto, esse tratamento padrão feito difere do tratamento padrão registrado pela pesquisa na Conep. Ali, o estudo tinha definido que o tratamento padrão se daria com ivermectina e azitromicina - o que por si só já é questionável, segundo especialistas, já que não há comprovação científica da eficácia desses medicamentos para a covid-19, e eles não eram os medicamentos sendo testados. De qualquer forma, a diferença entre o protocolo e o que foi colocadocasino slotomania gratisprática deve ser analisada pela Conep.

Para o comunicadorcasino slotomania gratisciência Jonathan Jarry, do McGill Office for Science and Society, organização dedicada ao ensinocasino slotomania gratisciências na Universidade McGill,casino slotomania gratisMontreal, Canadá, oferecer o "tratamento precoce"casino slotomania gratistroca da participação no estudo é "eticamente problemático".

"Se seus comitêscasino slotomania gratisética funcionarem da mesma forma que os nossos na América do Norte, o comitê precisaria ver e aprovar qualquer anúnciocasino slotomania gratisrecrutamento para o estudo. Eu definitivamente gostariacasino slotomania gratissaber o que eles acharamcasino slotomania gratisum anúncio que prometia 'tratamento gratuito'. Isso não é algo que eu tenha visto antes e, no meiocasino slotomania gratisuma pandemia, parece-me muito duvidoso", afirma.

"Se você prometer uma grande compensação, como tratamento gratuito para uma nova doença pandêmica, você pode comprometer a integridadecasino slotomania gratissua coletacasino slotomania gratisdados."

"Darcasino slotomania gratistroca um tratamento sem evidências, fantasioso, é inadequado. Prescrever um tratamento sem evidência não é moedacasino slotomania gratistroca. É o uso da ciência para promover outras drogas que não estão sendo testadas", avalia Luis Correia, professor adjunto da escola Bahianacasino slotomania gratisMedicina e Saúde Pública e diretor do Centrocasino slotomania gratisMedicina Baseadacasino slotomania gratisEvidências.

Cadegiani diz que os pesquisadores consideraram "mais o aspectocasino slotomania gratissinergismo entre as drogas para potencial eficácia do que o tratamentocasino slotomania gratissi". "Eu nunca acrediteicasino slotomania gratisuma molécula atuando sozinha suficientemente contra a covid-19", afirma.

Metodologia

A pedido da BBC News Brasil, a microbiologista holandesa Elisabeth Bik, especialista na análisecasino slotomania gratisestudos biomédicos, e editores do Science Feedback, uma organização sem fins lucrativos que verifica a credibilidadecasino slotomania gratisalegações científicas, analisaram o estudocasino slotomania gratismaneira independente.

Ambos observaram que a revisão por pares do estudo publicado no site Cureus se deucasino slotomania gratisapenas um dia. A revisão por pares consistecasino slotomania gratissubmeter o trabalho científico ao escrutíniocasino slotomania gratisum ou mais especialistas do mesmo escalão que os autores. O Cureus se vangloria,casino slotomania gratisseu site,casino slotomania gratisoferecer "um dos mais rápidos, senão os mais rápidos, temposcasino slotomania gratissubmissão à publicaçãocasino slotomania gratisum periódico médicocasino slotomania gratisacesso aberto, mantendo os mais altos padrõescasino slotomania gratisrevisão rigorosa por pares".

Crédito, Reprodução/Twitter

Legenda da foto, Ministério da Saúde publica no Twitter sobre TrateCov

Cadegiani diz que houve várias questões feitas pelos revisores, que foram também discutidas com o editor da revista.

Outro problema diz respeito aos participantes do estudo. Os editores do Science Feedback dizem que falta uma explicação sobre como os autores chegaram ao númerocasino slotomania gratis1,757 participantes. Além disso, o artigo não explica como foram recrutados. "Em um hospital? Em um consultório médico?", questiona Bik. No protocolo do estudo publicado no site Clinical Trials, um bancocasino slotomania gratisdadoscasino slotomania gratisestudos clínicos conduzidos pelo mundo todo, o texto diz que os pacientes foram recrutados no Instituto Corpometria,casino slotomania gratisBrasília,casino slotomania gratisCadegiani.

Ele explica que a formacasino slotomania gratisrecrutamento dos participantes está especificada nos estudos originais. Em um deles, por exemplo, os autores escrevem que os pacientes foram recrutados pelas redes sociais e por uma listacasino slotomania gratismailingcasino slotomania gratisum planocasino slotomania gratissaúde baseadocasino slotomania gratisBrasília.

É tambémcasino slotomania gratisrelação ao desenho do estudo que Bik aponta outros problemas. O estudo aponta para um desenho, no site do Clinical Trials, que nada tem a ver com a proposta final. O desenho do estudo original tratavacasino slotomania gratistestes para avaliar se antiandrogênicos poderiam ser efetivos para reduzir taxascasino slotomania gratiscovid-19.

A BBC News Brasil apurou que o código da Conep usado pelos cientistas no artigo se refere, na verdade, à aprovação para o testes clínicos com a dudasterida. Em outras palavras, os cientistas usaram a aprovação do desenhocasino slotomania gratisum estudo com um medicamento para produzir um artigo com tema totalmente diferente - o escore para diagnósticocasino slotomania gratiscovid-19 - sem que um desenho tivesse sido aprovado pela Conep.

Cadegiani diz que o estudo foi retrospectivo, englobando uma análise populacional, sem qualquer intervenção nos pacientes. "Trata-secasino slotomania gratisuma análise paralela, adicional, à parte dos trials do AndroCoV que não envolveu absolutamente nenhum tipocasino slotomania gratismodificação, conduta, alteração ou qualquer tipocasino slotomania gratisinfluência nos pacientes, o que permitecasino slotomania gratisrealização", afirma.

Para Correia, da escola Bahianacasino slotomania gratisMedicina e Saúde Pública, "isso é normal". "Pacientescasino slotomania gratisensaios clínicos podem e são usados para desenvolver escores prognósticos", diz ele, ressaltando que há outros aspectos questionáveis no estudo.

Por fim, Bik questiona a declaração finalcasino slotomania gratisque não há "conflitocasino slotomania gratisinteresses" no estudo.

Tanto o Science Feedback quanto Bik apontam que das 26 referências citadas pelo paper, 12 são dos autores do artigo.

"Embora a autocitaçãocasino slotomania gratissi não seja um problema, é preocupante que quase metade dos artigos mencionados, que devem dar suporte às afirmações dos autores, venhamcasino slotomania gratissuas próprias pesquisas. Além disso, cinco dos artigos são pré-prints e, como tal, nunca foram submetidos à revisão por pares", observaram os editores do Science Feedback.

Cadegiani concorda que é preciso evitar autocitações, mas que "a teoria anti-androgênica" é "bastante nova,casino slotomania gratismodo que, na época, não havia outros autores aos quais recorrer".

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