Conheça as contas nas mídias sociais que alertam moradores do RJ sobre violênciasports betbootempo real:sports betboo

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Carla Sicco tem 35 anos, mora na Cidadesports betbooDeus desde os 12 e criou a CDD Acontecesports betboo2011. De lá para cá, já desenvolveu até um aplicativo relacionado ao trabalho que realiza. Atualmente, a página tem maissports betboo73 mil curtidas e maissports betboomil acessos por dia. Alguns dos posts chegam a ter centenassports betboocompartilhamentos. Ela conta que a ideiasports betboocriar a página veiosports betbooum problema familiar.
"Minha sobrinha comentou um dia que teria que ir ao Centro resolver o problemasports betbooum documento e eu falei que tinha um lugar pertinho da casa dela, no Caratê, onde ela poderia fazer isso e ela não sabia. Foi aí que eu percebi que as notícias ruins sobre nossa região tomam grandes proporções, e as boas acabam não tendo tanta adesão. E nem os moradores conhecem direito o lugar onde moram."
Por isso, alémsports betbooreportar sobre problemas na região, a página também divulga informações úteis sobre a comunidade, como vagassports betbooescolas, abertura e fechamentosports betboocreches, vagassports betbooemprego e até sobre os direitos que os moradores têmsports betboomomentossports betboooperações policiais no local.
"Não trabalho sozinha, mas administro e apuro tudo e tenho fontes muito boas. Chego a receber maissports betboocem mensagens por dia. Só no WhatsApp são 4,5 mil pessoas conectadas. Sou uma cidadã mobilizadora e com isso ajudo a melhorar a comunidade", diz.
Interlocução

Crédito, Arquivo Pessoal
A trajetória da página Jacarepaguá Notícias RJ é um pouco diferente. Henrique* que preferiu não se identificar porque diz receber muitas ameaçassports betboocriminosos da região, decidiu criar o perfil, que traz informações sobre a região na Zona Oeste do Riosports betbooJaneiro, por causasports betbooum drama pessoal que tem relação direta com a violência que ele tenta divulgar e prevenir através da página.
"Eu sofri um assalto violentosports betboo2013 quando vim morar aquisports betbooJacarepaguá. Saísports betboocarro e estava sem nada para entregar para os ladrões e por isso eu quase morri, apanhei muito. Aí decidi criar a página para divulgar o que acontece aqui no bairro - tanto para os moradores quanto para mostrar para a imprensa o quanto o bairro estava violento."
A página tem maissports betboo222 mil curtidas e traz várias postagens sobre assaltos e problemas do bairro. Alémsports betbooajudar a comunidade e intermediar os problemas com diferentes órgãos públicos, as informações recebidas pela página atravéssports betboomensagens no Facebook e WhatsApp são passadas para policiais que atuam na região.
"Assim que recebemos as informações, alertamos a polícia, mandamos mensagem na mesma hora. Já ajudamossports betboovárias operações. Mas também cobramos autoridades com as reclamações dos moradores e entramossports betboocontato para pedir ajuda dos órgãos como subprefeitura, empresasports betbooágua, etc."
Henrique afirma que muitas vezes as reclamações sobre problemas são mais eficazes quando feitas para a página do que quando moradores vão direto às autoridades.
"Já recebi vários retornossports betbooque reclamar pela página é mais eficiente. Às vezes tem morador que se cansasports betboorecorrer aos órgãos públicos e vem até nós. A gente faz uma postagem, entrasports betboocontato com as autoridades e consegue encaminhar o problema até que seja resolvido."
Uma das publicações mais recentes da página ilustra exatamente essa relação. O post afirma que "atendendo aos pedidos do Jacarepaguá Notícias RJ,sports betbooparceria com a Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, a Cedae está fazendo o conserto do Vazamentosports betbooágua da Rua Cândido Benício esquina com a Rua Albano".
No caso do CDD Acontece, o retorno sobre as melhorias na comunidade a partirsports betboopostagens da página é o mesmo.
"Percebi que tinha muita gente que trabalhava na prefeitura seguindo o perfil, e aí eu comecei a mostrar os problemas. O primeiro foi o lixo, que era um problemão na Cidadesports betbooDeus. Começamos a bater nessa tecla até que a Comlurb (empresasports betboolixo do RJ) chamou a gente para avisar sobre a implantação dos 'laranjões' (caçambassports betboolixo) na comunidade", conta Carla Siccos.
"De lá para cá, o problema do lixo melhorousports betboo80%", acrescenta.

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Mas são os alertas sobre violênciasports betbootempo real os que mais trazem impacto para os moradores. João Paulo conta que, no diasports betbooque o helicóptero com quatro policiais caiu na Cidadesports betbooDeus, matando quatro PMs, ele se salvou por causasports betbooum alerta do CDD Acontece.
"Nenhum grande veículosports betboocomunicação ainda tinha começado a reportar sobre o conflito, mas as páginas Jacarepaguá Notícias RJ e CDD Acontece já estavam nos passando informações desde as primeiras viaturas policiais que chegaram na Cidadesports betbooDeus. Eu estavasports betbooum ônibus indo para o centro quando começamos a achar estranho o trânsito. Aí todos pegaram os seus celulares atrássports betbooinformações e vimos vários amigos compartilhando notícias destas páginas sobre o conflito que se formava ali."
"Como o trajeto do ônibus passava pela região, uma senhora levantou, foi até o motorista e disse para ele não passar pela Cidadesports betbooDeus pois estava havendo um tiroteio. Então o motorista fez o retorno e fomos guiando ele pois algumas ruas e estradas estavam sendo interditadas pela polícia com informações destas páginas. Por isso, chegueisports betboocasa intacto", relembra.

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Profissão
Alémsports betbooajudar os moradores, os criadores das duas páginas também mudaram a vida deles por causa da atividade.
Carla Siccos está no terceiro anosports betboojornalismo no Ibmec e decidiu seguir a profissão depois do sucesso e da prestaçãosports betbooserviço que vem realizando com o CDD Acontece. Ela trabalhou como arquivista, atendente e teve outras profissões, mas fez o Enem e usou o ProUni para conseguir entrar na faculdade.
"Acho que parte do que eu faço é fortalecer a cidadania das pessoas e por isso mesmo como jornalista, vou continuar sendo uma mobilizadora".
Henrique, atualmente engenheirosports betbooaudiovisual, também vai tentar entrar para a faculdadesports betboojornalismo no ano que vem.
"Eu acabei gostando muito. A gente cresceu bastantesports betboopouco tempo e acho que a cobertura da imprensa é essencial para melhorar a comunidade."








