Cientistas investigam possibilidadecentral de apostasAlzheimer ser transmissível:central de apostas
- Michelle Roberts
- Editoracentral de apostasSaúde do site da BBC

O Alzheimer é um tipocentral de apostasdemência mais comumcentral de apostaspessoascentral de apostasidade avançada
central de apostas Pesquisadores britânicos dizem ter encontrado evidênciascentral de apostasuma possível transmissão da Doençacentral de apostasAlzheimer durante procedimentos médicos,central de apostasum padrão semelhante ao observado com outro mal degenerativo cerebral, a Doençacentral de apostasCreutzfeldt-Jakob.
Em um estudo publicado na revista científica Nature, cientistas da University College London argumentam que instrumentos cirúrgicos e agulhas poderiam apresentar um raro mas potencial riscocentral de apostascontágio.
É importante ressaltar que se tratacentral de apostasuma estimativa ainda teórica, feita com basecentral de apostasautópsiascentral de apostascérebroscentral de apostasoito pacientes. Outros especialistas já refutaram os resultados do estudo, dizendo que eles são inconclusivos e que não significam que o Alzheimer possa ser contagioso.
Também não existem evidênciascentral de apostastransmissão do Alzheimer entre pessoas, ou seja, não é possível pegar Alzheimer pelo contato com pessoas que tenham a doença.
Doença
O Alzheimer é um tipocentral de apostasdemência que é mais comumcentral de apostaspessoascentral de apostasidade avançada. Trata-secentral de apostasuma "morte"central de apostascélulas cerebrais ecentral de apostasum encolhimento do órgão, o que afeta muitascentral de apostassuas funções. Cercacentral de apostas35 milhõescentral de apostaspessoas no mundo sofremcentral de apostasAlzheimer.

Crédito, Thinkstock
Instrumentos cirúrgicos poderiam "carregar" os depósitoscentral de apostasproteína
No Brasil, estima-se que a doença degenerativa afete cercacentral de apostas1,2 milhãocentral de apostaspessoas, muitas delas ainda não diagnosticadas.
A Doençacentral de apostasCreutzfeldt-Jakob (CJD) pode afetar pessoas mais jovens.
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Análise: 'Estudo deve ser visto com cautela'
Estudos como este talvez precisassem vir com um aviso: "pode causar alarme desnecessário".
Dizer isso não significa desacreditar seu valor científico – os resultados são interessantes e importantes para aprofundar o conhecimento.
Mas eles devem ser interpretados com cautela: há muitos "se" para que seja possível chegar a qualquer conclusão firme.
Os cérebros observados sãocentral de apostasum pequeno grupocentral de apostaspacientes submetidos, anteriormente, a um tipocentral de apostastratamento que já foi abandonado há muitos anos.
Embora ainda não esteja claro o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvam o Alzheimer e outras não, especialistas concordam que não é possível "pegar" a doença, como se fosse uma gripe.
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Há dois grandes sinais do Alzheimer que podem ser detectados por cientistas. O primeiro é um aglomeradocentral de apostasfragmentos proteicos da proteína beta-amiloide, chamadoscentral de apostasplacas amiloides. O outro é a presençacentral de apostasemaranhadoscentral de apostasuma proteína conhecida como tau.
Quando a equipecentral de apostascientistas comandada John Collinge estudou os cérebroscentral de apostaspacientes recém-falecidoscentral de apostasfunção da Doençacentral de apostasCreutzfeldt-Jakob (CJD, na sigla inglesa), topou justamente com essas pistas.
Baixo
Todos os pacientes tinham contraído a doença atravéscentral de apostasinjeçõescentral de apostashormôniocentral de apostascrescimento que receberam quando crianças. Entre os oito corpos estudados, sete tinham depósitos amiloides, algo surpreendente por causa da idade relativamente jovem (entre 31 e 51 anos) porque eles não tinham histórico familiarcentral de apostasAlzheimer.
Para Collinge, a descoberta sugere que os hormônios podem ter passado pequenas quantidades - ou "sementes" -central de apostasbeta-amiloides, além das proteínas que causaram o CJD.
Isso significa que,central de apostasteoria, amiloides podem ser espalhados acidentalmentecentral de apostasprocedimentos médicos e cirúrgicos e "semear" o Alzheimer.

O Alzheimer afeta maiscentral de apostas30 milhõescentral de apostaspessoas no mundo, inclusive no Brasil
Estudos feitoscentral de apostasanimais corroboram a tese, mas é preciso cautela.
Nenhum dos pacientes analisados teve diagnósticocentral de apostasAlzheimer e não está claro se desenvolveriam demência. Também não há provascentral de apostasque o acúmulocentral de apostasamiloides estava diretamente ligado às injeçõescentral de apostashormônios.
Collinge, por sinal, afirma que mais estudos precisam ser feitos. Ele diz já ter contactado o Ministério da Saúde do Reino Unido para checar se existem antigos estoquescentral de apostashormôniocentral de apostascrescimento que podem ser examinados para detectar a presençacentral de apostasamiloides.
"Não acho que seja causa para alarme. Ninguém precisa adiar ou cancelar cirurgias", disse o cientista.
Tratamentos com injeçõescentral de apostashormôniocentral de apostascrescimento – extraídoscentral de apostascadáveres humanos – foram interrompidoscentral de apostas1985 depoiscentral de apostasdescoberto o riscocentral de apostascontágio com CJD. Testes especiais passaram a ser feitocentral de apostashospitais para minimizar os riscos.
Para o médico Eric Karran, diretor da Alzheimer Research UK, entidade que promove pesquisas sobre a doença, as atuais medidascentral de apostasprofilaxia hospitalar já tornam o riscocentral de apostascontágio com CJD extremamente baixo, e mesmo que se confirme o riscocentral de apostastransmissão do Alzheimer, há fatores mais determinantes.
"Os principais fatorescentral de apostasrisco do Alzheimer ainda são idade, genética e hábitos", afirma Karran.




