AliadosbrasilsportsDilma e Aécio divergem sobre Mercosul e comércio exterior:brasilsports

Crédito, SBT
- Author, Jefferson Puff
- Role, Da BBC Brasil no RiobrasilsportsJaneiro
brasilsports Embora tenhambrasilsportscomum o apreço pelas relações internacionais, Marco Aurélio Garcia e Rubens Barbosa, os principais nomes das campanhasbrasilsportsDilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), respectivamente,brasilsportstermosbrasilsportspolítica externa, apresentam divergências ao analisarem como um novo governo deveria se posicionarbrasilsportstemas como o Mercosul, o comércio exterior e a projeção do Brasil no mundo.
A convite do Centro BrasileirobrasilsportsRelações Internacionais (Cebri), os dois discutiram,brasilsportsdias diferentes, alguns dos assuntos mais relevantes da política externa brasileira recente, alémbrasilsportsapresentarem as principais propostasbrasilsportsseus candidatos para a área.
Como erabrasilsportsse esperar, a nove dias das eleições ebrasilsportsmeio à crescente polarização no país, o evento promovido na UFRJ, no RiobrasilsportsJaneiro, também incluiu críticas e trocasbrasilsportsfarpas.
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No cargobrasilsportsAssessor Especial da Presidência para Assuntos Internacionais desde 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela primeira vez, Garcia defendeu as decisões dos últimos três governos do PT e disse que, no poder, Aécio ebrasilsportsequipe seriam como "exterminadores” da política externa brasileira.
"Eles representam o velho, o candidato velho, que reedita a velha agenda da direita brasileira”, disse.

Crédito, Jonathan Fernandes CEBRI
Já o embaixador Rubens Barbosa, que no passado esteve à frente das representaçõesbrasilsportsLondres e Washington, vem assessorando a campanha do PSDB e é um dos nomes cotados para ocupar a posiçãobrasilsportsministro das Relações Exteriores num possível governobrasilsportsAécio Neves.
"Sei que fui atacado ontem aqui por Marco Aurélio Garcia, e é melhor mesmo que estejamos falandobrasilsportsdias diferentes”, disse, acrescentando que o principal diferencial do PSDB na área será "eliminar a influência ideológica que permeou a política externa do PT durante todos esses anos, e devolver ao Itamaraty o papelbrasilsportsprincipal assessor do presidente nestes assuntos”.
Mercosul e comércio exterior
Dois dos temas que mais chamaram a atenção durante o evento, o futuro do Mercosul e as estratégiasbrasilsportsnegociações comerciais são encaradasbrasilsportsmaneiras diferentes pelas duas candidaturas.
Para o PT é admissível empreender melhorias que ajudem a destravar as operações, mas a primazia do blocobrasilsportssi é indiscutível.
"O Mercosul é importante, e vai muito alémbrasilsportsuma tentativabrasilsportscriaçãobrasilsportsunião aduaneira. Precisaremosbrasilsportsdiscussões, ebrasilsportsuma grande capacidadebrasilsportsnegociação. E isso não se dará se nós dissermos que estamos cercadosbrasilsportspaíses produtoresbrasilsportscocaína”, disse Garcia,brasilsportsalusão a uma fala do candidato Aécio Neves num debate presidencialbrasilsportsque sugeriu endurecer o tratamento a países da região que produzem drogas.
No outro extremo, Barbosa disse que o Mercosul "não está servindo aos interesses brasileiros” e que o país está "amarrado” devido às exigênciasbrasilsportsvigor, que não permitem que seus membros assinem acordosbrasilsportslivre comércio com outros países da região.
E na impossibilidadebrasilsportsnegociação, o embaixador não descarta que o Brasil abandone o bloco por completo.
"A gente vai ter que conversar. É preciso rever a política do Mercosul e conversar com os parceiros. O Brasil não pode ficar amarrado ao atraso, preso ao Mercosul, sem poder negociar com ninguém. Precisamos avançar, e se eles não quiserem avançar, vamos ter que discutir”, avalia.
Questionado sobre a possibilidadebrasilsportso Brasil deixar o bloco num futuro governobrasilsportsAécio Neves, Barbosa respondeu "todas as opções estão sobre a mesa”.
Em abril deste ano, Aécio Neves chegou a propor o fim do Mercosul durante um eventobrasilsportscampanhabrasilsportsPorto Alegre. De acordo com o jornal Valor Econômico, o candidato classificou o bloco como "coisa anacrônica” que "não está servindo a nenhum interesse dos brasileiros”, e que deveria ser substituído por uma áreabrasilsportslivre comércio que "permita pelo menos fazer parcerias com países com os quais tenhamos complementaridade”.

Crédito, Jonathan Fernandes CEBRI
O embaixador Rubens Barbosa ainda teceu críticas aos parceiros comerciais brasileiros e disse que numa potencial gestão, o PSDB deixariabrasilsportsselecioná-los devido a "influências ideológicas” e sim primando pelos maiores benefícios econômicos para o país e para os empresários.
Opinando sobre a estratégia, Marco Aurélio Garcia disse que "eles têm insistidobrasilsportsacordosbrasilsportslivre comércio, que são uma visão atrasada dos processosbrasilsportsintegração”. Para ele, um novo governo do PT focariabrasilsportsampliar ainda mais as alianças já existentes, transformando o Mercosul num "polo industrial”, atravésbrasilsportsuma "integração produtiva”.
Críticas e propostas
Entre as críticas do embaixador Rubens Barbosa à gestãobrasilsportspolítica externa do governo atual estão ainda a diplomacia Sul-Sul, que prima pela cooperação do Brasil com outros paísesbrasilsportsdesenvolvimento, como os BRICS.
Na visão dele, ao declarar tal estratégia, o Brasil tem deixadobrasilsportssegundo plano as relações com os países desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e os membros da União Europeia.
"Essa disparidade não interessa mais ao Brasil. Vamos continuar as relações Sul-Sul e ao mesmo tempo voltar a focar nos países desenvolvidos”, disse.
Ele também avalia que as posições da Presidência "atrapalharam” o Itamaraty nos últimos anos, e que houve um "esvaziamento” da projeção brasileira no mundo após o primeiro mandatobrasilsportsLula, que precisa voltar a ganhar força.
"O Brasil desapareceu, não reagebrasilsportsnada, não fala nada. O país era uma voz importante, e está imobilizado, perdeu muito disso”, indicou. Ao resumir as propostas do PSDB no âmbitobrasilsportspolítica externa, disse que "o interesse do Brasil vai voltar a ser decidido sem influência ideológica. O interesse brasileiro vai voltar a ser defendido, tanto no nível do governo quanto das empresas, sem essas conciliações ideológicas”, disse.
Quanto às relações com os Estados Unidos, que enfrentam momento incerto desde as acusaçõesbrasilsportsespionagem e o cancelamento da visitabrasilsportsEstado que Dilma faria a Washington, Barbosa disse tratar-sebrasilsportsum equívoco à esperabrasilsportsum pedidobrasilsportsdesculpas que "nunca virá”.
Defesa e estratégia
Para Marco Aurélio Garcia, as críticasbrasilsportsque a presidente Dilma Rousseff não se envolve com política externa e que embrasilsportsgestão o Itamaraty teve o papel reduzido não são válidas.
"Quando ampliou o númerobrasilsportsvagas para novos diplomatas, anos atrás, o Itamaraty foi criticado durissimamente. No ano passado, quando se restringiu este número, também houve duras críticas. O númerobrasilsportsdiplomatas corresponde a um cálculo dos funcionáriosbrasilsportsqual necessitamos”, disse.
Garcia defendeu a posição conquistada pelo Brasil nos últimos anos e disse que o sucesso deve-se à visãobrasilsportsque a política externa é um reflexo da política interna. "A política externa não é apenas a projeçãobrasilsportsum país para o exterior. Não teríamos conquistado uma presença maior se não tivéssemos combatido a desigualdade aqui dentro”, disse.
Ele ainda disse que Brasília e Washington já estão se reaproximando e defendeu o cancelamento da viagembrasilsportsEstado após o "ataque” americano a redes e computadores do governo brasileiro.
Garcia acrescentou que as críticas ao discurso recentebrasilsportsDilma na ONU,brasilsportsque teria sido condescendente com a violência ao se opor aos ataques ao Exército Islâmico, devem-se a um mal entendido. "O que ela quis fazer foi chamar a atenção ao fatobrasilsportsque o Direito Internacional manda que o ConselhobrasilsportsSegurança seja ouvido antesbrasilsportsuma intervenção armada, e isso não aconteceu”.
E ao rebater críticasbrasilsportsintransigência presidencial e "esvaziamento” das relações exteriores, disse que Dilma "gosta, e gosta muitobrasilsportspolítica externa”, que revisa seus discursos na Assembleia Geral das Nações Unidas à exaustão, e a versão final "sai sempre do computador dela”, e que a visão negativa da atual presença brasileira no mundo deve-se a "um viés ideológico, senão partidário”.








