Rio tem saltomillion bets24%million betsnotificaçõesmillion betsestupromillion bets2012:million bets

Estupromillion betsturista estrangeira no Riomillion betsJaneiro atrai atenção internacional rumo à Copa do Mundo
million bets O caso da turista estrangeira que no último sábado foi seqüestrada e estuprada por pelo menos três homens após tomar uma van no bairromillion betsCopacabana, zona sul do Rio, não foi um episódio isolado. O númeromillion betsestupros no Estado cresceu 23,8%million bets2012million betsrelação ao ano anterior.
De acordo com dados do Institutomillion betsSegurança Pública (ISP), órgão responsável por pesquisasmillion betssegurança e análise criminal no Riomillion betsJaneiro,million bets2012 foram registrados no Estado 6.029 casos, contra 4917million bets2011. O número representa uma médiamillion bets16 estupros por diamillion bets2012.
O aumento na quantidademillion betsnotificaçõesmillion betsviolência sexual no ano passado representa um saltomillion betsrelação às variaçõesmillion betsvinham sendo registradas nos anos anteriores. De 2010 para 2011 o aumento havia sidomillion bets6% emillion bets2009 para 2010, 11%.
As estatísticas foram compiladas pelo ISP a partir dos registrosmillion betsocorrência lavrados nas delegaciasmillion betsPolícia Civil no Estado e levammillion betsconta apenas os casosmillion betsestupro que foram denunciados às autoridades.
Notificações
Embora o crescimento no númeromillion betsdenúncias tenha sido significativo, ele pode não estar relacionado diretamente a um aumento na criminalidade.
Para Andréia Soares, analista criminal do ISP, o salto no númeromillion betsestupros registrado no ano passado pode estar relacionado a um crescimento no númeromillion betspessoas que denunciam este tipomillion betsviolência.
"Geralmente a vítima conhece o autor (do estupro) e muitas vezes eles são pessoas próximas. Então, é um crime que tinha uma subnotificação muito grande por envolver esta parte da vida íntima, do convívio familiar, que nem sempre vinha à tona por medo da denúncia, e isso vem mudando com o tempo", diz a analista.
Para ela, outro fator que contribuiu para o aumento no númeromillion betsregistrosmillion betsestupro foi a própria alteração da legislação que define o crime. Enquanto até 2009 o estupro acontecia apenas quando uma mulher era constrangida à “conjunção carnal” por meiomillion betsameaça ou violência, uma reforma introduzida no Código Penal ampliou esse conceito, alémmillion betsnão fazer mais distinção entre gêneros.
"Antes era um delito praticado especificamente contra mulheres e era necessária a conjunção carnal. Agora não é necessária a conjunção carnal. Para citar um exemplo, um beijo pode ser interpretado como uma formamillion betsestupro. Além disso, os dois gêneros agora podem ser vítimas", diz a analista.
Ela diz que embora a mudança tenha acontecido há maismillion betstrês anos, a alteração teria gerado uma conscientização que só foi se refletir agora nas estatísticas.
UPPs
A socióloga Jacqueline Pitanguy, coordenadora da ONG Cepia, concorda que o aumento nos registrosmillion betsestupro pode estar relacionado a um crescimento nas denúncias. Para ela, o fenômeno pode estar relacionado à implantaçãomillion betsUnidadesmillion betsPolícia Pacificadora (UPPs)million betsfavelas do Rio.
"Para uma mulher que viviamillion betscomunidade dominada pelo tráficomillion betsdrogas, era muito difícil, se não impossível, procurar a polícia, seja por uma questãomillion betsviolência doméstica, seja por violência sexual. Ir à polícia colocavamillion betsvida e amillion betssua famíliamillion betsrisco", diz.
"Então há alguns estudos que demonstram que, com a ocupaçãomillion betsalgumas comunidades pelas UPPs, tem aumentado o númeromillion betsmulheres que buscam instâncias da polícia para denunciar".
Mesmo assim, a socióloga vêmillion betsalgumas mudanças estruturais na sociedade brasileira alguns dos motivos que também podem estar por trás do aumento nesse tipomillion betscrime.
"Nós temos um fenômenomillion betsdesvalorização,million betscoisificação da mulher, que é quase estrutural à nossa sociedade e que pode estar se tornando mais agudo", diz a pesquisadora, que vê a existênciamillion betsuma crise na identidade masculina a partir da ascensão da mulher no mercadomillion betstrabalho emillion betsoutras áreas.
"Estupro não é sexo por prazer, o estupro é uma relaçãomillion betspoder", diz.
Jacqueline defende a ampliaçãomillion betsjuizados especiais para mulheres emillion betsdelegacias especializadasmillion betsviolência contra a mulher para auxiliar no combate a este tipomillion betscrime.
"É necessário criar mais juizados e também capacitar as pessoas que trabalham nos juizados. É preciso aumentar o númeromillion betsdelegacias, elas não podem funcionar como uma repartição pública, elas tem que funcionar 24h por dia com uma equipe bem treinada", diz a socióloga, que também defende campanhas para esclarecer as mulheres sobre seus direitosmillion betscasomillion betsviolência sexual.
Turistas
O crime do sábado ocorreu quando um casalmillion betsestrangeiros entroumillion betsuma van na avenida Nossa Senhoramillion betsCopacabana.
O veículo era dirigido por criminosos, que obrigaram os demais passageiros a descer e fizerem os turistas reféns. A estrangeira – que não teve a nacionalidade divulgada – foi estuprada por três homens, e seu marido foi espancado.
Os criminosos ficaram com as vítimas por seis horas. Alémmillion betsviolentar a mulher, eles usaram cartõesmillion betscréditos dos turistas para fazer saques.
Dois dos suspeitos foram presos pela polícia nesta segunda-feira.




